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Dinheiro a mais no bolso? Salário mínimo pode subir no próximo ano

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Governo Lula eleva a previsão de reajuste do salário mínimo para 2027, mas valor ainda pode sofrer alterações até entrar em vigor  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil/Arquivo
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 14/08/2026, às 06h41



O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai elevar a projeção do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027. A nova estimativa representa um aumento de R$ 24 em relação à previsão apresentada em abril, de R$ 1.717, e será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que será enviado ao Congresso até 31 de agosto. A informação é do jornal Folha de São `Paulo.

Quando o novo valor começa a valer
O salário mínimo de R$ 1.741, caso seja confirmado, entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027. Até lá, a previsão ainda pode sofrer alterações.

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Se mantido, o novo piso representará um aumento de 7,4% em relação ao salário mínimo atual, de R$ 1.621.

A definição segue a fórmula da política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, neste caso, de 2025.

Inflação maior elevou a projeção
A projeção atual da Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aponta inflação de 4,93% nos 12 meses até novembro.

O índice ficou acima do cálculo feito inicialmente pelos técnicos. A revisão ocorreu diante dos possíveis impactos negativos do fenômeno El Niño sobre os preços dos alimentos.

Já a atividade econômica cresceu 2,3% em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Aumento pressiona despesas do governo
O salário mínimo serve como referência para uma série de despesas obrigatórias do Poder Executivo, incluindo aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Segundo estimativas do governo feitas em abril, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera uma despesa adicional de R$ 413,2 milhões. Com a revisão da projeção, a elevação do piso deverá representar uma pressão extra de R$ 9,9 bilhões nas despesas obrigatórias do Orçamento de 2027.

Ganho real terá limite
Por causa do impacto do salário mínimo sobre as contas públicas, o governo decidiu, no fim de 2024, limitar o ganho real do piso ao mesmo ritmo de expansão do arcabouço fiscal.

A regra estabelece um crescimento entre 0,6% e 2,5% acima da inflação por ano. A medida foi aprovada pelo Congresso e busca evitar que o avanço das despesas obrigatórias vinculadas ao salário mínimo reduza o espaço para despesas discricionárias, como custeio e investimentos.

O ganho real previsto para 2027 ficará dentro do limite de 2,5% estabelecido para o aumento das despesas acima da inflação no próximo ano.

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