Economia & Mercado

Dólar fecha a R$ 5,86 em meio as turbulências econômicas no Brasil e no mundo; entenda

Valter Campanato/Agência Brasil
Turbulências econômicas e eleições nos Estdos Unidos fazem dólar fechar em alta no segundo valor nominal da história  |   Bnews - Divulgação Valter Campanato/Agência Brasil


O dólar voltou a fechar em alta nesta sexta-feira (1°), desta vez no segundo maior valor nominal da história (descontada a inflação): R$ 5,8698. No dia 13 de maio de 2020, a moeda americana chegou aos R$ 5,9007, seu recorde.

O dólar acumula alta de 20% em 2024 em meio às turbulências econômicas no Brasil e no mundo. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou em queda.

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Segundo informações do portal g1, nesta semana, investidores esperavam definição do governo federal sobre o corte de gastos previsto para este fim de ano, o que não aconteceu. A equipe econômica busca cumprir a meta de déficit zero para as contas públicas em 2024.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta semana entender a "inquietação" do mercado, e que vai apresentar cortes. Mas disse também que não há data para a divulgação dos planos, e que a decisão depende do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já no exterior, o clima também é ruim com a aproximação das eleições americanas e novos dados de atividade econômica reacendendo as dúvidas sobre a condução das taxas de juros nos próximos meses.

Além disso, investidores reagem aos novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que gerou um número de vagas bem menor que o esperado em outubro. O relatório de empregos "payroll", o mais importante do país, indicou a criação de apenas 12 mil vagas de trabalho no último mês, contra uma expectativa de 106 mil e muito abaixo das 223 mil criadas em setembro.

Consequência das greves ocorridas no último mês no país, que foram registradas como desemprego, justificam os números fracos. 

O dado, no entanto, representa uma aceleração em relação ao mês anterior (0,1%) e 

Números que mostram uma economia aquecida reforçam a expectativa de uma inflação maior nos próximos meses, o que pode contribuir para novas altas da Selic, taxa básica de juros, hoje em 10,75% ao ano.

Diante desse cenário econômico mundial, aumentam as expectativas pela próxima reunião do Copom, prevista para a semana que vem. A maior parte do mercado prevê um novo aumento da taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual, com o Banco Central indicando que deve continuar a perseguir suas metas.

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