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Em recuperação judicial, Grupo Oi pode decretar falência e encerrar atividades definitivamente

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Com dívidas de R$ 37,5 bilhões e sem conseguir cumprir o plano de recuperação, Oi pode ser liquidada judicialmente  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 08/11/2025, às 09h09



A Oi S.A., uma das principais operadoras de telecomunicações do Brasil, corre o risco de encerrar suas atividades de forma definitiva. A empresa, que está em recuperação judicial, informou que não consegue mais pagar suas dívidas e, por isso, pode ser liquidada judicialmente.

O pedido de falência da Oi não é uma surpresa, já que a companhia enfrenta problemas financeiros desde 2016. Em um comunicado publicado na última sexta-feira (7), a Oi detalhou que, após decisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, pode estar em estado de insolvência, ou seja, a empresa reconhece que seu patrimônio é insuficiente para arcar com suas obrigações.

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No comunicado, descrito como "Manifestação sobre a Continuidade do Grupo Oi", a companhia admitiu que não consegue mais cumprir o plano de recuperação judicial que havia sido elaborado para tentar salvar o grupo. Além disso, a Oi revelou que não tem condições de melhorar seu fluxo de caixa, o que coloca ainda mais pressão sobre a operação.

A empresa, que começou a recuperação judicial em março de 2023, depois de uma primeira tentativa de reestruturação em 2016, enfrenta uma crise financeira sem fim. A companhia terminou 2024 com uma dívida bruta de R$ 37,5 bilhões. Ao longo desses anos, a Oi vendeu ativos como sua rede móvel e infraestrutura de fibra óptica, com o objetivo de focar na operação de internet de alta velocidade. Mesmo assim, a crise não foi superada.

Em um cenário ainda mais complicado, a participação da Oi na V.tal — sua subsidiária de infraestrutura de fibra óptica — foi reduzida para 27,26% em agosto de 2025, após a emissão de novas ações. Isso afetou diretamente a estratégia de reestruturação da operadora, que não conseguiu recuperar a saúde financeira necessária.

Agora, caso a Justiça decida pela liquidação, a Oi pediu para que seus serviços essenciais, como internet e telefonia, continuem funcionando até a completa transferência para outras operadoras. Isso significa que, enquanto a transição não ocorrer, os clientes da Oi não devem enfrentar uma interrupção abrupta dos serviços.

A empresa também se comprometeu a manter total transparência com seus acionistas e credores, disponibilizando informações detalhadas sobre o andamento do processo nos sites oficiais. A expectativa agora é de que a Justiça decida o futuro da companhia, podendo optar por uma nova tentativa de recuperação judicial ou o encerramento definitivo das atividades.

O futuro da Oi está incerto. A crise financeira que a empresa enfrenta há anos ainda não foi resolvida, e milhares de consumidores e funcionários aguardam o desfecho dessa situação. Por enquanto, a única certeza é que a Oi segue em dificuldades, com o mercado de telecomunicações e os seus acionistas atentos a cada passo no processo judicial.

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