Economia & Mercado

Empregos formais crescem quase 4% e atingem mais de 60 milhões de pessoas

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Dados do MTE mostram alta no emprego formal em 2026 e avanço na massa salarial  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 24/06/2026, às 14h29



Foram divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, referentes a fevereiro e os dados acumulados dos meses de janeiro e fevereiro. Segundo o MTE, houve um crescimento de 3,6% em um ano e alcançou 62,2 milhões de vínculos ativos em fevereiro de 2026. Os dados foram apresentado pelo ministro Luiz Marinho em coletiva de imprensa.

“Um dado que chama a atenção é o crescimento do emprego para mulheres e, principalmente, para jovens. A RAIS mostra que a grande maioria dos empregos gerados está sendo preenchida por jovens de 18 a 24 anos, contrariando a percepção de que a juventude não demonstra interesse por emprego formal”, esclareceu o ministro.

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Em fevereiro de 2026, a RAIS Mensal registrou 62,2 milhões de vínculos formais ativos. Foram registrados 47,97 milhões de vínculos celetistas e 13,82 milhões de vínculos de agentes públicos, estatutários e pessoas contratadas com contrato por tempo determinado ou em cargo exclusivo em comissão. Em relação a fevereiro de 2025, houve aumento de 2,17 milhões de vínculos, crescimento de 3,6%, sendo 1,041 milhão de novos vínculos celetistas (2,22%) e 1,091 milhão de vínculos públicos (8,58%).

No acumulado dos meses de janeiro e fevereiro, o acréscimo foi de 1,4 milhão de vínculos, aumento de 2,3% em relação a dezembro de 2025.

Por tipo de vínculo, os maiores crescimentos em fevereiro foram registrados entre os agentes públicos, que cresceram 7,81%, passando de 12.815.477 vínculos em dezembro de 2025 para 13.816.823 em fevereiro de 2026.

Confira os destaques:

  • 62,2 milhões de vínculos formais em fevereiro de 2026;
  • +2,17 milhões de postos em 12 meses;
  • 13,8 milhões de agentes públicos;
  • 48 milhões de trabalhadores celetistas;
  • 3,6% de crescimento anual do emprego formal.

Entre os celetistas (empregados e trabalhadores temporários, excetuando trabalhadores domésticos), verificou-se ampliação discreta de 0,81%, com o estoque passando de 47.590.217 em dezembro de 2025 para 47.974.321 em fevereiro de 2026.

Em termos absolutos, o maior crescimento foi verificado entre os celetistas com contrato por tempo indeterminado. Já em termos relativos, destacaram-se as contratações de trabalhadores rurais por pequeno prazo (Lei nº 11.718/2008) e de trabalhadores por contrato a termo firmado nos termos da Lei nº 9.601/1998), o que reflete as características sazonais da safra.

Dados regionais

Considerando o crescimento regionalizado, os maiores aumentos nos estoques de empregados foram registrados nas regiões Norte (4,16%), Nordeste (3,27%) e Centro-Oeste (2,70%). Nas regiões Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%), o crescimento ficou abaixo da média nacional, que foi de 2,29%.

Em valores absolutos, houve aumento de 1.394.633 empregos no acumulado de 2026, com maiores ampliações registradas em Minas Gerais (271.248) e São Paulo (148.483).

Jornada de trabalho

Segundo o tipo de jornada semanal de trabalho, os dados de fevereiro de 2026 mostram que 37,11 milhões de empregados estavam trabalhando 41 horas semanais. Outros 9,24 milhões cumpriam jornadas entre 31 e 40 horas semanais; 2,16 milhões entre 21 e 30 horas semanais; e 1,81 milhão trabalhavam até 20 horas semanais.

Remuneração

Entre janeiro e dezembro de 2025, a massa salarial mensal passou de R$ 235,71 bilhões para R$ 240,69 bilhões, um aumento de 2,1%, aproximadamente R$ 4,98 bilhões. O setor de Serviços respondeu pela maior parcela da massa salarial, alcançando cerca de R$ 155,0 bilhões em dezembro de 2025, com remuneração média de aproximadamente R$ 4.986.

A remuneração média mensal, por sua vez, recuou de R$ 4.415,09 em janeiro para R$ 4.369,02 em dezembro, redução de 1,0%.

Já em fevereiro, considerando a remuneração média de fevereiro a dezembro, subiu de R$ 4.208,58 para R$ 4.369,02, crescimento de 3,8%.

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