Economia & Mercado

Empresa brasileira assina contrato para adquirir complexo nuclear; saiba detalhes

Tomaz Silva/Agência Brasil
Medida é pontapé inicial da empresa na geração de energia nuclear  |   Bnews - Divulgação Tomaz Silva/Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 15/10/2025, às 13h01



A empresa brasileira, Âmbar Energia, assinou um contrato para adquirir uma participação detida pela Eletrobras na Eletronuclear, que é responsável pelo Complexo Nuclear de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. 

A medida é um pontapé inicial de entrada da Âmbar na geração de energia nuclear, ressaltando a posição estratégica no sistema elétrico brasileiro. Os negócios estão cotados em R$ 535 milhões e estão sujeitos à aprovação dos órgãos reguladores. 

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A Âmbar contém cerca de 50 unidades, com negócios em fase de fechamento: solares, hidrelétricas, a biodiesel, a biomassa, a biogás, a gás natural, entre outras. “A energia nuclear combina estabilidade, previsibilidade e baixas emissões, características fundamentais em um momento de descarbonização e de crescente demanda por eletricidade impulsionada pela inteligência artificial e pela digitalização da economia”, afirmou o presidente da Âmbar Energia, Marcelo Zanatta. 

A Eletronuclear opera as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 e está desenvolvendo o projeto de Angra 3. Juntas, essas três unidades têm a capacidade de produzir até 3.400 megawatts de energia, o que é suficiente para abastecer mais de 10 milhões de pessoas.

“A participação na Eletronuclear nos assegura fluxo estável de receitas, com energia gerada próxima aos maiores centros de consumo do país”, diz Zanatta. Em 2024, a Eletronuclear registrou receita líquida de R$ 4,7 bilhões e lucro líquido de R$ 545 milhões.

Com o contrato, a Âmbar fica responsável por 68% do capital total e 35,3% da Eletronuclear que fazia parte da Eletrobras. Vale ressaltar que a União continuará administrando a Eletronuclear através da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar). 

“Com esta aquisição, consolidamos o portfólio mais diversificado do setor elétrico brasileiro, combinando diferentes fontes para garantir segurança energética, sustentabilidade e competitividade”, continuou Zanatta.

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