Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 26/08/2025, às 10h44 - Atualizado às 10h46
As bets (apostas) e empresas de jogos online faturaram uma média de R$ 17,4 bilhões no primeiro semestre de 2025 no Brasil, conforme levantamento feito pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
Segundo o secretário da pasta, Regis Dudena, 17,7 milhões de brasileiros fazem apostas no país, sendo 71,1% homens, e destes, metade são abaixo dos 30 anos. O gasto mensal médio é de R$ 164 e o semestral é de R$ 983.
"O descontrole que houve de 2019 a 2022 é muito responsável por problemas que vivenciamos hoje. Nos cabe agora limpar a casa. A gente precisa resolver essa bagunça”, informou ele, segundo o portal Folha de S. Paulo.
Dudena ressaltou que o Brasil tem, atualmente, o controle deste cenário, podendo calcular a quantidade de apostadores brasileiros (17 milhões de pessoas), o valor que é apostado e os prêmios que são pagos.
Ainda segundo o secretário, o Ministério da Fazenda consegue identificar as bets ilegais através de um processo de sites de varreduras na internet. Dudena evidencia também a necessidade de possíveis restrições à publicidade.
“A principal explicação é a diferença entre depósito, saque e efetivo gasto. O próprio estudo [do Banco Central] tem uma nota de rodapé que fala em 15% de retenção. Ele deixa claro que esses R$ 20 bilhões que ele está observando não são R$ 20 bilhões de gastos. Existe uma diferença entre o fluxo financeiro de entrada e saída do mesmo dinheiro do apostador que colocou aqueles R$ 100 e ficou fazendo apostas, ganhando e perdendo, e o dinheiro efetivo que saiu do bolso dele”, disse na reportagem.
“A publicidade é muito relevante para a distinção de casas de apostas autorizadas e não autorizadas. Uma restrição absoluta de publicidade, eu não veria com bons olhos nesse momento. O que nós temos? Restrições de mensagem”, disse Dudena na reportagem.
Sobre a ludopatia – ou seja, o vício em jogos de azar reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) –, o secretário comenta: “Parece que esse problema é muito decorrente dos anos em que nós ficamos sem regulação e sem controle dessa atividade. O descontrole que houve de 2019 a 2022 é muito responsável por problemas que vivenciamos hoje. Nos cabe agora limpar a casa. A gente precisa resolver essa bagunça. O Ministério da Saúde já iniciou uma formação dos centros de atendimento da população para preparar o pessoal da saúde para receber essas pessoas”, concluiu.
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