Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 22/05/2025, às 08h04 - Atualizado às 08h24
Somente 2,54% do Imposto de Renda (IR) arrecadado anualmente no país pertencem aos 141 mil super-ricos brasileiros porque, em parte, a origem das fortunas desses privilegiados, que são obtidas de dividendos e lucros não tributados no Brasil. É o que explica o Governo Federal, segundo reportagem da Forbes.
Para que se possa compreender melhor, foi feita uma pesquisa pelo economista Sérgio Wulff Gobetti, publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que constatou algo, no mínimo, desproporcional: quem ganha mais dinheiro, paga menos Imposto de Renda. Vale salientar que o estudo considerou tanto as rendas pessoais quanto as empresariais dessa parcela restrita da população – os bilionários.
De acordo com a matéria da Forbes, “essa constatação fica mais evidente através dos números. Por exemplo, 0,01% da população recebe R$ 8 milhões anualmente e paga uma alíquota de aproximadamente 13%, mesmo percentual de um contribuinte cuja renda anual é de R$ 72 mil. Quando falamos dos 0,1% mais ricos do Brasil, com renda mínima de R$ 1,4 milhão anual, o percentual do imposto é de aproximadamente 13,2%, uma diferença próxima de 1 ponto percentual (p.p.) em relação a pessoas que somam em 12 meses R$ 78 mil. No caso dos 1% mais afortunados (renda anual de R$ 313 mil), a diferença é ainda menor, apenas 0,7 ponto percentual”
É importante lembrar que no dia 30 de maio será encerrado o prazo para a entrega da declaração do IR e o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025 tenta alterar essa situação, implementando alíquotas mais justas e proporcionais às fortunas do Brasil.
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