Economia & Mercado
Após quase quebrar duas vezes, uma empresa de emergências médicas que atua em aeroportos e rodovias, planeja abrir capital na bolsa. Trata-se da Med+, empresa brasileira que atende emergências em aeroportos, desde casos de crise de pânico de passageiros até paradas cardiorrespiratórias, antes do embarque e até mesmo dentro dos aviões. A empresa também é responsável pelo atendimento em caso de acidentes com os aviões nos terminais.
A companhia se reinventou e prevê um grande faturamento para 2025. Em entrevista ao jornal O Globo, Victor Reis, fundador da Med+, contou que, hoje, com cinco mil colaboradores, oferece seus serviços a concessionárias de rodovias privatizadas e empresas e está indo para o setor de mineração dando os primeiros passos para atuar no exterior com investimento em tecnologia e internacionalização com uma filial em Portugal.
A empresa teve início na terceirização da medicina do trabalho e passou a ser uma empresa de gestão de segurança do trabalho. Até 2014 tudo corria bem, mas com a Lava-Jato e a crise das construtoras, que eram as principais clientes da empresa, quase quebraram.
A reinvenção veio a partir dos serviços de medicina no trabalho em aeroporto da capital federal. “Já éramos conhecidos pelo trabalho de medicina do trabalho. Então participamos de uma concorrência privada para os serviços de emergência médica do aeroporto da capital. Topamos iniciar nesse ramo e vencemos a disputa, com um preço mais baixo. Isso trouxe uma economia grande para os administradores. Chamou a atenção. Em seis meses estávamos em mais seis aeroportos”, disse Victor Reis em entrevista ao jornal O Globo.
Após a atuação médica, a companhia passou a trabalhar também em resgate, que inclui combate a incêndios e salvamento de passageiros em caso de acidente. Na pandemia em 2020, quando a crise se instaurou e os aeroportos fecharam. A área de resgate se tornou o “resgate” para a empresa.
“Fiz uma contraproposta a cada cliente para assumir também essa área por um preço até 50% mais baixo que o mercado. Eles não podiam desmobilizar esse serviço e precisavam manter a infraestrutura. O aeroporto de Florianópolis foi o primeiro a aceitar. Hoje estamos em 49. Temos uma frota de 150 ambulâncias. Viramos uma empresa nacional”, disse o fundador.
A Med+ passou a mudar para rodovias, petrolíferas, shopping, escolas e iniciou um projeto para trazer tecnologias inovadoras da China para emergência, como equipamentos biomédicos e drones. Focado nas instituições privadas, mudaram sua sede de Brasília para São Paulo. Agora planeja um faturamento ainda maior.
“Faturamos R$ 1,8 bilhão em 2024. Para este ano, esperamos chegar a R$ 2,7 bilhões. Vamos investir R$ 100 milhões em infraestrutura, tecnologia e mais 130 veículos. Também queremos trazer da Alemanha uma tecnologia que resolverá problemas de emergência aeroportuária mais rapidamente”, afirmou Victor.
A empresa busca crescer mirando boa parte do plano de crescimento nas concessões. O governo tem um projeto ambicioso de concessão de rodovias. Além disso, almeja o mercado de mineradoras, já que possuem orçamento para emergência preventiva.
"Nossa margem nas rodovias é de 14% a 15%. Nos aeroportos é de 10%. Nas mineradoras chega a 30%. E temos cursos de formação profissionalizantes. A Med+ é uma das poucas empresas que podem formar bombeiros para aeroportos. A ideia é oferecer os cursos a interessados e outras empresas a partir do segundo semestre", disse ao jornal.
A Med+ também busca abrir uma sede em Portugal, com previsão de lançamento nos próximos meses. Para participar de concorrências, é necessário ter uma estrutura no país. "Esperamos atuar lá nas mesmas áreas em que atuamos no Brasil", disse.
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato