Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 31/07/2025, às 09h15 - Atualizado às 09h34
Nesta sexta-feira (1º), entra em vigor a determinação do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, relativa à taxação em 50% dos produtos brasileiros importados do Brasil pelo país norte-americano. A medida gera impactos negativos para a economia nacional e atinge diretamente diversos setores do Brasil a exemplo da indústria e do agronegócio, especialmente a fruticultura, com destaque para o setor de mangas.
Dentre as commodities mais afetadas estão a carne, o café, o açúcar, o etanol e os itens florestais. Confira a lista a seguir, destacada em reportagem de o Globo Rural:
Produtos florestais (como celulose e madeira): US$ 3,72 bilhões (30,8% do total).
Café: US$ 2,07 bilhões (17,2%).
Carnes (bovina, suína e de frango): US$ 1,41 bilhão (11,7%).
Sucos, principalmente o de laranja: US$ 1,19 bilhão (9,9%).
Açúcar e etanol: US$ 791 milhões (6,6%).
Derivados animais, como miúdos e gorduras: US$ 725 milhões (6%).
Outros produtos vegetais, como castanhas, fibras e amendoins: US$ 397 milhões (3,3%).
Couros e peles: US$ 328 milhões (2,7%).
Fumo e derivados: US$ 255 milhões (2,1%).
Pescados: US$ 224 milhões (1,9%).
“Esses dez grupos de produtos representam mais de 90% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos. Setores como o do café e o das carnes estão entre os mais vulneráveis aos impactos da nova tarifa. O café brasileiro responde por cerca de 30% das importações do grão pelos Estados Unidos e é a base para boa parte da torrefação industrial do país”, explica a matéria. Vale salientar que, com a elevação dos preços, torrefadoras americanas têm procurado antecipar compras e explorar fornecedores alternativos na América Central e na África
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