Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 07/04/2025, às 12h14 - Atualizado às 12h31
O que é recessão, o maior medo dos economistas mundiais? Na prática, todos nós sabemos que isso é algo ruim. Mas como ela realmente acontece e se reflete no bolso do consumidor? Profundidade, difusão e duração de crises econômicas são os critérios utilizados pelos profissionais de economia e analistas financeiros mundiais para se determinar a recessão em um país.
A palavra, que significa “declínio significativo na atividade econômica que se espalha por toda a economia e dura mais do que alguns meses”, tem o National Bureau of Economic Research, como referencial para a definição desses parâmetros globais.
O National é uma organização privada sem fins lucrativos que tem um papel muito importante quando se trata dessas crises, tem um Comitê de Datação do Ciclo de Negócios que é o designador oficial de picos, vales, expansões, contrações — e sim, recessões — no ciclo de negócios. As informações constam da reportagem da CNN Brasil.
Voltando aos questionamentos, é importante saber quais os efeitos desse fenômeno (recessão) e como ela pode impactar a sua vida e os seus investimentos? De maneira objetiva e didática, a recessão ocorre quando há uma crise econômica, na qual há redução da renda das famílias, do nível de emprego e das atividades empresariais generalizadas, conforme explica a matéria do site Infomoney, impactando a população total de um país, sem exceção, pois todos são consumidores e ou investidores em alguma medida.
Vale destacar que a recessão pode acontecer por diferentes motivos: uma crise sanitária, como a aviária, com a interrupção de produtos e insumos, causando impacto diretos nas exportações e importações e, consequentemente nos empregos formais e informações que se abastecem desse mercado internacional. Também pode ter início em função de uma guerra, aa exemplo do Irá e Iraque, gerando os mesmos problemas anteriormente citados.
Normalmente, o primeiro alerta que um país enfrenta em uma recessão é a diminuição do consumo por parte da população. Este sinal vem seguido de: aumento no desemprego; perda do poder aquisitivo da população, verificado pelos órgãos oficiais de pesquisa, a exemplo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE; redução das despesas de capital – como aquisição de máquinas, obras e tudo o que tiver relação com a produção; aumento dos juros, quedas da oferta de crédito e das cotações dos câmbios nas Bolsas de Valores.
Por isso, segundo economistas brasileiros, com tarifaço imposto por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos às exportações mundiais, incluindo as do Brasil, e a queda das bolsas, o risco de recessão global preocupa governantes brasileiros. Com tarifas mais altas já praticadas pelo governo americano, o governo Lula busca alternativas para evitar o encarecimento dos produtos no país, a perda de postos de trabalho, a redução do poder aquisitivo da população e a consequente e temida recessão econômica.
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