Economia & Mercado
por Verônica Macedo
Publicado em 01/08/2024, às 08h05 - Atualizado às 08h10
Aplicar, poupar, fazer o pé-de-meia, guardar uma graninha, são várias as formas de nomear uma conduta que deveria ser corriqueira aos brasileiros: os investimentos. Por mais que ainda sejam poucos os que, de fato, conseguem aderir à prática, é cada vez maior o número de pessoas que desbravam esse universo, os investidores de primeira viagem.
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Para quem está começando nessa empreitada, é preciso entender que existem diversos perfis de investidores diferentes: os conservadores, que preferem aplicações de baixo risco, como títulos públicos e cadernetas de poupança; os moderadores, aqueles que equilibram segurança e crescimento; e os agressivos, com alta tolerância ao risco e que buscam maximizar os retornos.
Embora não haja uma receita a ser seguida, alguns protocolos precisam ser adotados: é crucial ter cautela, sobretudo para os novatos; estudo, para entender melhor o universo das finanças; e disciplina e um objetivo traçado, para manter-se aderente ao plano que foi traçado.
Posso começar a investir sem ajuda especializada?
É possível começar sozinho, só com as ferramentas oferecidas por instituições financeiras, segundo Hugo Garbe, docente de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), mas o especialista ressalta: “Plataformas on-line, como corretoras e bancos digitais, oferecem recursos educativos que podem auxiliar. No entanto, é essencial estar ciente dos riscos e das suas próprias limitações”.
O especialista afirma que “investir é uma jornada de aprendizado” e que podem surgir inseguranças ao longo do caminho, por isso, se houver dúvidas, a saída é procurar ajuda profissional. “É importante contar com a ajuda de consultores financeiros, planejadores ou gestores de patrimônio, esses especialistas são boas opções para garantir que você receba orientação qualificada e evite erros que podem custar caro”, reforça Garbe.
Com a ajuda de algum profissional ou sozinho, educação financeira é fundamental para tomar decisões mais estruturadas, sempre considerando que o ideal é investir apenas o dinheiro que não será utilizado no curto prazo, de maneira que não comprometa o orçamento cotidiano.
Dependendo do tipo de investimento escolhido, é possível começar com valores mais baixos, por exemplo, de R$ 100, conta Maurício Takahashi, docente na área de Finanças do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Mackenzie, campus Alphaville. “É importante focar em investimentos mais seguros e fáceis de entender, como o Tesouro Direto e os fundos de investimento conservadores”.
Outro ponto de fundamental importância, de acordo com Rodrigo Cardoso, professor de Sistemas da Informação da Faculdade de Computação e Informática (FCI) da UPM, é a segurança das plataformas de investimentos, que devem proteger os usuários. “É uma preocupação [a segurança] crescente devido à sensibilidade dos dados financeiros e ao aumento das ameaças cibernéticas. Apesar disso, a maioria das plataformas têm adotado várias medidas para garantir a proteção dos dados e a integridade das transações”, sublinha Cardoso.
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