Economia & Mercado

"Esquerda quer igualdade sem reduzir pobreza", dispara ex-presidente do Banco Central

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
O ex-presidente do Banco Central analisa como a obsessão por igualdade impacta o investimento privado e a oferta de bens.  |   Bnews - Divulgação Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 06/07/2025, às 17h45



"Obsessão com igualdade e não com diminuição da pobreza". Essa foi a frase usada pelo ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para definir a 'esquerda brasileira' durante entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Campos Neto terminou seu período de quarentena de 6 meses depois de sair do BC em 31 de dezembro de 2024 e assumiu em 1º de julho de 2025 os cargos de vice-chairman e chefe Global de Políticas Públicas do Nubank. Para o ex-presidente do BC, a obsessão das esquerdas com promover a igualdade leva a um processo em que o "crescimento é feito com dívida e impostos nas empresas".

Como a igualdade não é um fenômeno natural, o governo se vende como necessário para corrigir este erro. O crescimento é feito com dívida e impostos nas empresas. Isso diminui o investimento privado e, por consequência, atrofia a capacidade de aumentar a oferta de bens e serviços no futuro. No fim, estimula a demanda de curto prazo com transferências de renda e paga a conta com investimento futuro", afirmou Campos Neto.

De acordo com o ex-presidente do Banco Central, o resultado é que o país acaba tendo "um Estado maior, setor privado atrofiado, dívida insustentável, inflação estrutural mais alta, juros altos e baixa produtividade". Para ele, "o jogo acaba quando a injeção pública de recursos faz mais mal do que bem e fica claro que todos vão terminar em uma situação pior".

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