Economia & Mercado
por Maurício Viana
Publicado em 06/08/2025, às 11h53 - Atualizado às 13h10
Uma tecnologia inédita está mudando a forma como os navios petroleiros da Transpetro, braço logístico da Petrobras, são vistoriados. A empresa começou a usar drones para inspecionar os tanques de carga das embarcações que transportam óleo. A novidade reduz o tempo de operação parado e gera uma economia que pode chegar a R$ 1 milhão por vistoria.
A primeira embarcação a passar pelo novo procedimento foi o navio João Cândido, na Baía de Guanabara (RJ), no fim de julho. A certificação foi concedida no último domingo (3) pela American Bureau of Shipping (ABS), uma das maiores autoridades internacionais em segurança marítima.
Como funciona?
Drones com câmeras de alta resolução e sensores de ultrassom são usados para acessar áreas internas e de difícil alcance nos navios, como tanques, cascos, dutos e espaços confinados.
Com essa tecnologia, os drones conseguem identificar pontos com corrosão, trincas ou necessidade de manutenção. As imagens e dados coletados são enviados em tempo real para uma central de monitoramento, onde são analisados por especialistas da Transpetro e da ABS.
Além da segurança, o ganho de tempo é outro ponto forte. Inspeções feitas por humanos, com andaimes e equipamentos de proteção, costumam durar até uma semana. Já com os drones, o processo leva apenas 3 a 4 dias.
“Com essa tecnologia, não é mais necessário colocar trabalhadores em áreas confinadas, o que aumenta a segurança. E ainda temos ganhos financeiros”, explicou Jones Soares, diretor de Transporte Marítimo da Transpetro.
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