Economia & Mercado

Ex-diretor da Americanas abre boteco em favela após ficar sem emprego

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A delação premiada de Abrate revela sua participação em esquema que levou a varejista à recuperação judicial e à sua queda.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Agência Senado
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 05/05/2025, às 07h11 - Atualizado às 07h20



Apontado como um dos principais nomes por trás da fraude bilionária nas Lojas Americanas, o ex-diretor financeiro da varejista, Fábio da Silva Abrate, viu sua carreira desmoronar após o escândalo. Sem conseguir recolocação no mercado, ele decidiu mudar completamente de rumo: abriu um boteco na comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro.

A reviravolta na vida de Abrate foi revelada em sua delação premiada, homologada no processo que investiga as irregularidades contábeis na Americanas. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele teve participação direta na ocultação de dívidas por meio de operações de "risco sacado", mecanismo utilizado para maquiar o endividamento da empresa. O esquema gerou um rombo estimado em R$ 20 bilhões, descoberto em 2023, e levou a varejista à recuperação judicial.

Após sua saída da empresa, no mesmo ano, Abrate ainda tentou manter-se no ramo corporativo. Montou uma consultoria e teve uma breve passagem pela rede de moda Zinzane, mas relatou aos procuradores que sua reputação estava “completamente arruinada”, o que inviabilizou qualquer continuidade na carreira executiva.

A alternativa foi empreender. Em janeiro de 2024, ele inaugurou o Brasa Boteco na Rocinha, em sociedade com o pai, que detém 20% das cotas do negócio. O novo empreendimento marca um contraste radical com a rotina de altos cargos e cifras milionárias que Fábio mantinha antes do colapso da Americanas.

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