Justiça

Prédio de luxo embargado há três anos é liberado após multa de R$ 29 milhões

Reprodução/TV Globo
Prédio de luxo foi embargado em 2023 após uma denúncia da prefeitura  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Globo
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 31/07/2026, às 13h42 - Atualizado às 14h11



A Justiça de São Paulo autorizou a retomada das obras de um edifício de luxo no bairro do Itaim Bibi, na Zona Oeste da capital, que haviam sido embargadas em 2023. A decisão foi tomada depois que a construtora apresentou documentos comprovando a regularização do empreendimento e o pagamento de uma multa de R$ 29,4 milhões.

Na decisão, a juíza Ana Carolina Gusmão de Souza Costa concluiu que não existem mais motivos para manter a paralisação da obra.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

📲 Mantenha-se informado! Siga o CANAL DO BNEWS NO WHATSAPP e receba as principais notícias diretamente no seu dispositivo. Clique e não perca nada!

Apesar disso, a venda dos apartamentos permanecem proibidas até que o empreendimento obtenha o Certificado de Conclusão ou que a Prefeitura de São Paulo emita manifestação técnica confirmando a regularidade do projeto.

O embargo aconteceu em 2023, após a prefeitura identificar que o edifício, com 19 pavimentos, havia sido construído sem a autorização exigida em uma das áreas mais valorizadas da cidade. Na ocasião, a prefeitura embargou a obra, aplicou multas superiores a R$ 2,5 milhões e acionou a Justiça pedindo a demolição do prédio. O então prefeito Ricardo Nunes chegou a defender publicamente que a estrutura fosse derrubada.

A Prefeitura de São Paulo e o Ministério Público ingressaram com uma ação para  impedir a venda dos apartamentos. 

A regularização ocorreu após a construtora comprovar a compra dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos obrigatórios para empreendimentos que ultrapassam os limites de construção previstos na Operação Urbana Faria Lima.

Segundo informações encaminhadas pela prefeitura ao Judiciário, a construtora apresentou a certidão que comprova o pagamento e quitou uma multa de R$ 29,4 milhões, equivalente a 45% do valor desses títulos. Durante reuniões com promotores, representantes da empresa reconheceram que a obra foi iniciada sem a aquisição dos certificados e alegaram que o custo dos títulos foi o motivo para a irregularidade.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)
{# Os assets da galeria (unitegallery) sao injetados em bones/objects.py, somente quando o artigo tem galeria. #}