Política
por Carolina Papa, direto de São Paulo (SP), e Davi Lemos
Publicado em 27/07/2026, às 18h18 - Atualizado às 18h25
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (27) que a rejeição de quase 50% enfrentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) pode ser revertida durante a campanha eleitoral. Para o emedebista, a estratégia deve concentrar-se na comparação entre os governos petistas e as administrações conduzidas por aliados da direita.
“Se você pegar na eleição de 2018, também a gente tinha uma situação dessa. Está cedo, ainda nós temos dois meses e dez dias [até as eleições]. O que a gente precisa mostrar para a população é que o governo do PT, que está há 20 anos governando, está deixando o país numa situação cada dia pior”, declarou Nunes.
O prefeito citou a posição do Brasil entre as maiores economias do mundo, o endividamento das famílias e a situação fiscal do governo federal como argumentos que devem ser apresentados aos eleitores. “Nós temos hoje mais de 80% de brasileiros endividados, 73 milhões de brasileiros inadimplentes, a nossa economia não está indo bem, a gente tem um risco muito grande de poder entrar numa grande recessão pelo desrespeito às questões fiscais desse governo”, afirmou.
Ao comparar as gestões de Jair Bolsonaro (PL) e do atual governo, Nunes disse que houve aumento da relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB). “A gente tem que colocar isso para as pessoas falarem assim: olha, não vai ser com essa gastança, com esse monte de viagem com a primeira-dama, esse monte de dinheiro que eles estão gastando, essa falta de responsabilidade fiscal que vai fazer com que a gente vá a algum lugar positivamente”, criticou.
Nunes também defendeu que as administrações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da Prefeitura da capital paulista sejam usadas como exemplos durante a campanha de Flávio. Segundo ele, os dois governos conseguiram ampliar os investimentos sem abandonar a austeridade fiscal.
“Isso vai nos levar para um abismo e não podemos cair no abismo. O povo brasileiro não merece isso, o povo brasileiro merece a oportunidade de poder trabalhar, de poder cuidar da sua família, de poder ter o seu emprego, de montar o seu negócio, de empreender”, declarou. Para o prefeito, quando os eleitores compararem os modelos administrativos, poderão reconsiderar a resistência ao pré-candidato do PL.
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