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Experimento em região seca da Chapada Diamantina aumenta produtividade e pode ser referência nacional

Divulgação / jornal Correio
Cenário na Chapada começou a mudar após experimento de pesquisadores na região  |   Bnews - Divulgação Divulgação / jornal Correio

Publicado em 12/05/2025, às 10h01 - Atualizado às 10h34   Publicado por Vagner Ferreira



Um novo experimento na Chapada Diamantina, Bahia, tem tornado o solo, considerado pobre, em um berço de produtividade. De acordo com informações do jornal Correio, o cenário começou a mudar após pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura, de Cruz das Almas, no Recôncavo baiano, iniciarem um processo de agricultura orgânica na recuperação e no manejo do solo.

A região, segundo a reportagem, conta com solo avermelhado, pobre em nutrientes como fósforo, potássio, cálcio e magnésio, além de acidez elevada e uma estrutura química desfavorável. Ainda, sofre com degradação de atividades humanas.

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“O solo é a base para o cultivo, principalmente em sistemas orgânicos. O cultivo orgânico de fruteiras tem crescido no Brasil, também no estado da Bahia e a Chapada Diamantina é uma região promissora no Estado”, disse a pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Ana Lúcia Borges, que é representante da empresa na Comissão de Produção Orgânica da Bahia, segundo a reportagem.

A pesquisa começou a ser feita por meio de atributos físicos, químicos e biológicos da área. A primeira intervenção contou com aplicação de calcário e gesso, além da remoção de camadas superficiais da terra de até 30 cm e de gradagem. Depois, as coberturas vegetais foram incorporadas, com coquetel de leguminosas e gramíneas. 

Os teores de cálcio e magnésio tiveram aumento em mais de 1.000% e o potássio cresceu 71%, segundo análise. “As plantas de cobertura são fontes de matéria orgânica e a matéria orgânica proporciona melhoria dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo, bem como dá garantia de produtividade e qualidade dos produtos agrícolas nos sistemas orgânicos de produção. O manejo solo com espécies vegetais é fundamental no sistema orgânico e a melhoria dos seus atributos químicos, físicos e biológicos é a base para o sucesso da produção”, contou ela na matéria. 

Segundo Ana Lúcia, o resultado do experimento não deve se limitar apenas à Bahia, mas pode servir como base política de conversão agroecológica em outras regiões que contam com latossolos distróficos, comuns no Nordeste.

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