Economia & Mercado
Publicado em 11/05/2025, às 12h48 - Atualizado às 13h27 Publicado por Vagner Ferreira
Fábricas chinesas estão procurando um novo país que possua trabalho com mão de obra barata para ser a 'próxima China'. De acordo com informações do portal Folha de S. Paulo, o objetivo é fugir das tarifas alfandegárias impostas pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. A medida pode ser vista por meio das movimentações dos sites Alibaba e Shein, que estão buscando alternativas de fabricação em outros países, como o Vietnã, por exemplo.
Isso porque a taxa para envio de produtos aos EUA tem apresentado crescimento expressivo e, consequentemente, a China passou a exportar mais para o Sudeste Asiático. Os chineses tiveram taxação de 145%, enquanto o Vietnã está isento até o início de julho.
"Parece que todos estão correndo para encontrar um parceiro vietnamita", disse o proprietário de sete fábricas no norte do Vietnã, Vu Manh Hung, conforme a reportagem.
Essa não é a primeira vez que esse fenômeno acontece. Em 2018, no primeiro mandato de Trump, a China recorreu a locais alternativos para a fabricação de seus produtos. O Vietnã, inclusive, vem tentando negociar um acordo comercial com autoridades americanas.
Influenciadores chineses começaram a produzir conteúdos recomendando meios para contornar as regras comerciais. Um desses, por exemplo, publicado pelo aplicativo chinês Xiaohongshu - ou RedNote - é de esconder a origem de um produto fabricado na China, podendo assim, direcionar o envio para a Malásia ou outro país próximo, antes de enviar aos EUA.
“Pessoal, as altas taxas impostas pelos Estados Unidos à China atingiram um nível surpreendente", disse a publicação, segundo a reportagem. "Mas isso não pode deter pessoas espertas como nós”, continuou.
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