Economia & Mercado

Exportações baianas registram queda de 20% em março

Victor Britto/Porto de Salvador
Com menor valor para o mês desde 2021, vendas externas são impactadas por turbulências internacionais e redução no volume de embarques  |   Bnews - Divulgação Victor Britto/Porto de Salvador
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 08/04/2026, às 18h33



As exportações baianas registraram queda de 20% em março, totalizando US$ 801,7 milhões, o menor valor para o mês desde 2021. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o recuo foi provocado pelas turbulências no cenário internacional, agravadas pela guerra no Oriente Médio, e pela redução de 26,4% no volume de embarques.

O desempenho negativo ocorreu mesmo com o aumento de 8,6% nos preços médios. A queda no quantum foi puxada principalmente pelos derivados de petróleo (-84,6%), devido ao imposto de exportação criado para mitigar a volatilidade dos preços internacionais. A soja e a celulose também registraram baixas, enquanto a agropecuária manteve estabilidade.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

A indústria extrativa recuou 49,3%, influenciada pela ausência de embarques de minério de cobre e níquel, enquanto a indústria de transformação caiu 40,3%. No mercado externo, houve crescimento das vendas para o Canadá e União Europeia, mas os embarques para a China e Estados Unidos diminuíram.

No caso norte-americano, a queda é atribuída à política tarifária do presidente Donald Trump, enquanto a redução na China deve-se às compras menores de soja e celulose. Com a queda nas exportações e o aumento de 10% nas importações no trimestre, a Bahia apresentou um déficit comercial de US$ 149,4 milhões, revertendo o superávit registrado no mesmo período do ano anterior.

Importações crescem impulsionadas por carros chineses

Ao contrário das exportações, as importações na Bahia subiram 20,7% em março, acumulando três meses consecutivos de alta. O crescimento foi puxado pela chegada de bens de consumo, com destaque para o aumento de 1.278,6% na entrada de carros chineses.

Esse movimento ganhou força após o governo extinguir a isenção do imposto de importação para veículos elétricos, seguindo um cronograma que deve elevar a alíquota para 35% até 2027. Além disso, as compras de bens de capital, como máquinas e equipamentos para modernização industrial, cresceram 70,2%, enquanto o setor de bens intermediários permaneceu estável com uma leve queda de 1,8%.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)