Economia & Mercado
por Leonardo Oliveira
Publicado em 23/01/2026, às 20h54
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) identificou irregularidades e embargou obra de um beach club na última quarta-feira (21), localizado em Porto Seguro, na Praia de Araçaípe, em Arraial d’Ajuda, área com aproximadamente 6 mil metros quadrados na Estrada da Balsa.
De acordo com as informações da reportagem de Thiago Domenici, da Agência Pública, publicadas na última segunda-feira (19), a empresa responsável é a Milo Investimentos S.A, que tem como diretores Henrique Moura Vorcaro e Natalia Bueno Vorcaro Zettel, respectivamente pai e irmã de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master preso em novembro de 2025.
A família é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude financeira e desvio de recursos para o patrimônio pessoal dos envolvidos.
Segundo os Técnicos do Iphan, a vistoria realizada no começo de janeiro descreve a “implantação de novos módulos construtivos de grandes dimensões e uma piscina, além da supressão de vegetação de restinga na área da praia”. Tais intervenções, segundo o órgão, causaram “destaque excessivo na paisagem local e consequentes danos ao conjunto tombado”. A restinga é considerada Área de Preservação Permanente (APP) pelo Código Florestal.
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O Iphan ainda informou que a intervenção ocorreu em uma área tombada que faz parte do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de Porto Seguro. O órgão destacou que já tinha identificado o estágio avançado das obras em novembro do ano passado e que, na fiscalização mais recente, confirmou a construção de piscinas e estruturas de madeira em fase de finalização. Por conta do dano ao patrimônio paisagístico e à falta de licenças federais, fontes ligadas à fiscalização avaliam que a regularização do imóvel é improvável.
Além da questão ambiental e patrimonial, o imóvel apresenta débitos de IPTU junto ao município desde 2022, o que, de acordo com a legislação local, impediria a concessão de licenças municipais. O Iphan solicitou informações à Prefeitura de Porto Seguro e à Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para apurar se a construção também avança sobre terrenos de marinha.
Um representante identificado como Genaro Campos, locatário da área, informou à Agência Pública que a intervenção é uma reforma de uma casa antiga e que possui alvará municipal. Ele ainda alegou que a vegetação removida seria de espécies invasoras e não nativas. A prefeitura de Porto Seguro, até o momento, não se manifestou sobre o caso.
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