Economia & Mercado
Publicado em 19/01/2026, às 18h25 Cibele Gentil
O faturamento real da indústria de transformação apresentou uma recuperação em novembro de 2025, registrando alta de 1,2% na comparação com o mês anterior. No entanto, o desempenho positivo da receita não foi suficiente para conter a desaceleração no mercado de trabalho do setor.
Segundo o relatório dos Indicadores Industriais divulgado nesta segunda-feira pela (19) Confederação Nacional da Indústria (CNI), o emprego industrial sofreu uma queda de 0,2%, apresentando retração pelo terceiro mês seguido e acumulando uma perda de 0,6% desde o mês de setembro.
Essa desaceleração reflete o impacto do aperto monetário e o enfraquecimento gradual da atividade observado ao longo do segundo semestre do ano. Embora o saldo de contratações no acumulado entre janeiro e novembro ainda apresente uma alta de 1,7%, o ritmo de demissões intensificou-se recentemente. De acordo com a análise da CNI, o setor demorou a ajustar o quadro de funcionários devido ao alto custo de demissão e recontratação de mão de obra qualificada, mas a persistência de resultados mais fracos na atividade acabou tornando os cortes inevitáveis.
Impacto nos salários
Apesar do cenário de retração no nível de ocupação, outros indicadores trabalhistas apresentaram um alívio pontual em novembro. A massa salarial real subiu 1,5%, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas, enquanto o rendimento médio real dos trabalhadores teve um aumento de 1,6% no período. Contudo, a visão anualizada ainda é de perda para o trabalhador da indústria, visto que a massa salarial acumula queda de 2,3% e o rendimento médio recuou 4% no balanço de janeiro a novembro de 2025.
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