Economia & Mercado

FMI aumenta perspectiva do Brasil em 2024; Avaliação é maior que a do Governo

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Estimativa para 2025 também é mantida pelo FMI  |   Bnews - Divulgação Reprodução internet

Publicado em 17/01/2025, às 18h18   Andrêzza Moura



A estimativa de crescimento da economia do Brasil, em 2024, foi revisada para cima pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A organização internacional também manteve a perspectiva de desaceleração para 2025, é o que mostraram as novas estimativas divulgadas, nesta sexta-feira (17).

Após revisão do relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI elevou a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em 2024, a 3,7%, de 3,0% em outubro.

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Com essa análise, agora, a projeção do FMI é melhor do que a do próprio governo, que em novembro projetou avanço de 3,3% do PIB, em 2024, e também fica acima da estimativa do Banco Central (BC), de 3,5%.

Mas, apesar de manter o cenário de desaceleração para 2,2%, em 2025, o FMI reduziu a conta para 2026 em 0,1 ponto percentual, passando a ver uma expansão da economia também de 2,2%. Dados do PIB do quarto trimestre e do acumulado de 2024 serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 7 de março.

No terceiro trimestre, a expansão do PIB ficou em 0,9% na comparação com os três meses anteriores. No acumulado do ano até setembro, o Brasil acumula crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2023.


Para o quarto trimestre, a expectativa é de desaceleração gradual da economia no final do ano passado depois de surpreender nos primeiros trimestres, em meio ao ciclo de aperto monetário realizado pelo Banco Central (BC).

Esse resultado mostra que, mesmo diante do cenário da política monetária contracionista, a economia segue aquecida em razão de um mercado de trabalho saudável e aumento da renda, o que por sua vez gera pressão inflacionária.

O Banco Central informou, na véspera, que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do PIB, avançou 0,1% em relação ao mês anterior, em dado dessazonalizado, melhor do que a expectativa de estagnação.
A autoridade monetária elevou a taxa de juros Selic em 1,00 ponto percentual, a 12,25% ao ano, no final do ano passado, surpreendendo ao prever mais duas altas da mesma magnitude à frente.

Os resultados esperados pelo FMI para o Brasil superam a perspectiva para o México, que deve crescer 1,8%, em 2024, desacelerando a 1,4%, em 2025, e depois indo a 2,0%, em 2026.

Por esta razão, o FMI calcula expansão da América Latina e Caribe de 2,4% no ano passado, indo a 2,5% e 2,7%, respectivamente, em 2025 e 2026. O cenário para o ano passado foi melhorado ante 2,1% antes, mas para os outros anos não houve alteração.
A perspectiva para as Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, permaneceu em 4,2% para o ano passado e este, e subiu 0,1 ponto para 2026, para 4,3%.

“Nos mercados emergentes e economias em desenvolvimento, o crescimento em 2025 e 2026 deve igualar amplamente o de 2024”, disse o FMI.

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