Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 17/03/2026, às 12h50
A Polícia Federal (PF) apontou que a mudança de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, ao exterior, poderia ter sido “evasão do País” por investigação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme Estadão. A defesa dele nega e afirma que a saída aconteceu antes da Operação Sem Desconto.
O relatório técnico da PF foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro e investiga a relação de Lulinha com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, suspeito de comandar esquema de desvios bilionários de aposentadorias.
O documento levanta que Lulinha teria viajado a Portugal com o empresário para conhecer um projeto de canabidiol medicinal, mas a defesa afirma que ele não recebeu recursos, não participou de negociações e que a relação era apenas social.
A PF também investiga anotações, encontros em Brasília e se houve supostos pagamentos do Careca a Lulinha. Uma testemunha afirmou que a parceria envolvia uma mesada de R$ 300 mil para o filho do presidente. Vale ressaltar, no entanto, que a quebra de sigilo bancário não mostrou transferências financeiras. A defesa reforçou ao STF que Lulinha acreditava estar acompanhando um projeto legítimo e nunca teve envolvimento com fraudes.
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