Economia & Mercado

Funcionário das Casas Bahia relata dor após desligamento da loja: “Não é fácil”

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Casas Bahia promoveu o fechamento de 298 lojas e a demissão de cerca de 1,9 mil funcionários entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram / @edsonsilva7186
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 15/08/2026, às 14h01



A reestruturação das Casas Bahia promoveu o fechamento de 298 lojas e a demissão de cerca de 1,9 mil funcionários entre quinta-feira (13) e sexta-feira (14) , de acordo com informações do Valor Econômico. O corte representa 28,7% da rede da companhia, que tinha pouco mais de mil unidades. Em vídeo emocionado nas redes sociais, um dos funcionários da loja, na cidade de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, relatou o seu desligamento da loja após 21 anos de serviços prestados. 

“Um dia muito difícil da minha vida hoje, porque ficamos sabendo do nosso gestor, na reunião de hoje, que a Casas Bahia hoje não opera mais na cidade de Ponta Porã, né? Está fechando as portas. E pensa numa notícia triste para mim, principalmente porque foram 21 anos de Casas Bahia. E receber essa notícia não é fácil”, relatou.

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As informações divulgadas apontam que cerca de 600 funcionários foram desligados na quinta-feira, enquanto outros 1,3 mil a 1,4 mil cortes estavam previstos para sexta. Uma das fontes ouvidas estima que a redução do quadro possa chegar a 3 mil empregados. 

Em Salvador, diversas lojas como as do Salvador Shopping, Shopping da Bahia, Shopping Paralela, Shopping Barra, Shopping Piedade, Salvador Norte Shopping e Shopping Bela Vista, além de unidades na Baixa dos Sapateiros, Avenida Sete de Setembro, Manoel Dias e Cabula, foram fechadas. Unidades na região metropolitana da capital e cidades do interior baiano também sofreram com fechamentos.

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A crise nas Casas Bahia tem sido refletido nos números dos últimos anos. Em 2025, Houve um prejuízo consolidado não ajustado de aproximadamente R$ 3 bilhões. O resultado foi três vezes maior que a perda registrada no ano anterior. No primeiro trimestre de 2026, o prejuízo líquido ficou próximo de R$ 1,1 bilhão, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Com essa situação, a companhia acelerou o processo de enxugamento da estrutura.

No entanto, apesar da redução nas lojas físicas, a empresa busca aumentar espaço no digital. Entre janeiro e março deste ano, as vendas aumentaram em 26%. Já nas lojas físicas, houve queda de 1,8%.

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