Economia & Mercado

G20: CNI aproveita a reunião de líderes para tentar fechar acordo comercial entre Mercosul e União Europeia; saiba mais

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79 entidades assinaram o tratado entre Mercosul e União Europeia; França se opõe e Brasil tenta convencer  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a BusinessEurope assinaram uma carta conjunta pedindo o fechamento de um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O anúncio foi feito durante o G20, que está ocorrendo no Rio de Janeiro, aproveitando a presença dos líderes das 20 maiores economias do mundo.

De acordo com o documento, esse tratado aumentaria em quase cinco vezes a integração do Brasil com o mercado mundial. A proposta vem sendo negociada há mais de 20 anos.

Segundo os cálculos da CNI, o Brasil tem acordos que permitem o acesso preferencial a cerca de 8% das importações mundiais de bens. Se o tratado for concretizado, esse percentual subirá para 37%, uma vez que a União Europeia é responsável por 29% das vendas para o mercado doméstico, ampliando as oportunidades de negócios em novos mercados. A confederação acredita que a "tímida integração global desfavorece o Brasil".

De acordo com o InfoMoney, o acordo é considerado relevante e urgente para ser concluído. Em apoio às negociações, 79 entidades da União Europeia e do Mercosul assinaram uma declaração pedindo avanço no processo.

O primeiro-ministro francês, Michel Barnier, afirmou que a França não assinará o acordo se o texto atual não for alterado.

Na tentativa de melhorar as relações entre Brasil e França, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reunirá nesta segunda-feira (18) com o ministro de Finanças da França, Antoine Armand. Em seguida, um jantar com o presidente francês, Emmanuel Macron, está agendado para as 20h na Casa Firjan.

“O presidente Lula está buscando uma aproximação com a União Europeia em torno do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Se não fosse pela França, talvez esse acordo já estivesse assinado”, afirmou o ministro em entrevista à CNBC Brasil.

As expectativas do Brasil em relação à inclusão de suas exportações para a União Europeia são altas. Em 2023, a cada R$ 1 bilhão exportado para o bloco, foram gerados 21,7 mil empregos, R$ 441,3 milhões em salários e R$ 3,2 bilhões em produção.

Em comparação com a China, principal parceiro comercial do Brasil, foram gerados 15,7 mil empregos, R$ 315,2 milhões em salários e R$ 2,7 bilhões em produção. Os dados se referem ao mesmo período de exportações para ambas as regiões.

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