Economia & Mercado

Galípolo rebate Haddad e diz que transição no Banco Central foi “exemplar”

Ministério da Fazenda
O presidente do Banco Central elogia a transição de comando e destaca a importância da confiança na política monetária.  |   Bnews - Divulgação Ministério da Fazenda

Publicado em 25/05/2025, às 11h45   Redação



O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou na sexta-feira (23) que a transição de comando na presidência da autoridade monetária foi “exemplar”. Ele elogiou o ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto, que já foi criticado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Haddad havia dito, em 12 de maio, que o processo foi “complexo” e teve “constrangimentos”. Ele comparou a passagem de bastão que teve com o ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PL), Paulo Guedes. No entanto, de acordo com Galípolo, a troca no cargo teve “méritos” de Campos Neto e de outros ex-diretores da autoridade monetária.

Eu acho que foi feita de maneira bastante exemplar do ponto de vista institucional a transição aqui no BC”, declarou. O presidente do Banco Central afirmou que o processo viabilizou a maior confiança com a política monetária.

Galípolo, que foi secretário-executivo de Haddad, participou por videoconferência do “11º Seminário Anual de Política Monetária”, promovido pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Ele lembrou que foi o 1º presidente do Banco Central escolhido depois da sanção da autonomia operacional, em 2021.

Não há posto mais legal de estar ocupando do que a presidência do Banco Central. É uma honra, uma satisfação e um privilégio. Não há outro lugar que eu gostaria de estar mais do que a presidência do Banco Central neste momento […] É o melhor emprego que pode existir”, disse.

O BC aumentou a taxa básica, a Selic, para 14,75% ao ano em maio, o maior patamar desde 2006. O motivo é a inflação e as expectativas futuras acima do intervalo permitido pela meta de 3%, que é de 1,5% a 4,5%. A taxa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 5,53% no acumulado de 12 meses até abril.

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