Economia & Mercado

Grande operadora tem falência decretada pela Justiça brasileira

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Ações da operadora deixaram de ser comercializadas na Bolsa de Valores  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 15/06/2026, às 18h32



As ações da Oi deixaram de ser negociadas na B3 após a Justiça do Rio de Janeiro decretar, oficialmente, a falência da companhia, encerrando um dos processos de recuperação judicial mais emblemáticos da história empresarial brasileira.

A suspensão das negociações foi anunciada pela Bolsa na tarde desta segunda-feira (10). Segundo a B3, a medida segue regras previstas em seus regulamentos e tem como objetivo preservar a transparência e o funcionamento adequado do mercado. Até o momento, não há informação sobre uma eventual retomada das negociações.

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A decisão que levou à interrupção dos negócios foi assinada pela juíza Simone Gasteis Cheinard, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. No despacho, a magistrada afirmou que a situação financeira da operadora já não deixava margem para recuperação.

Com a falência decretada, a empresa entra agora em um processo de liquidação de ativos para pagamento dos credores. A Justiça determinou ainda a manutenção temporária das operações da companhia até que os serviços possam ser absorvidos por outras empresas do setor.

A administração da Oi permanecerá provisoriamente sob responsabilidade do escritório Presena-Ação, que já atuava como interventor judicial após o afastamento da antiga diretoria e do conselho de administração.

A decisão ocorre poucos dias depois de a própria companhia e o interventor reconhecerem a insolvência e a impossibilidade de cumprir o plano de recuperação judicial em vigor. Segundo a magistrada, não havia mais condições de equilibrar os ativos e passivos da empresa.

A Oi entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, acumulando cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, no maior processo do tipo já registrado no Brasil. Mesmo após anos de reestruturação, venda de ativos e renegociação com credores, a operadora não conseguiu recuperar sua sustentabilidade financeira. Atualmente, o passivo remanescente supera R$ 15 bilhões.

A falência também suspende todas as ações e execuções judiciais contra a empresa. Uma assembleia de credores deverá ser convocada para definir os próximos passos do processo de liquidação

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