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Grupo Fictor pede recuperação judicial após problemas com o Banco Master

Divulgação / Banco Master
Crise de liquidez da Fictor é atribuída à liquidação do Banco Master e suas consequências financeiras  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Banco Master
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 02/02/2026, às 09h00 - Atualizado às 10h50



O Grupo Fictor protocolou, neste domingo (1º), um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

A Fictor atua como holding de participações e investimentos, com foco na gestão de empresas no mercado de private equity.

Segundo a companhia, a medida tem como objetivo “equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões.

Em comunicado, o grupo afirmou que pretende quitar as dívidas sem prejuízo aos credores e solicitou tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios judiciais pelo prazo de 180 dias.

“Nesse período, a companhia garante o direito de negociar um plano de recuperação, prevendo novas condições e prazos de pagamento, sem interrupção das operações”, informou o Grupo Fictor.

A empresa atribuiu a crise de liquidez ao episódio envolvendo o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025, após a suspensão de uma proposta de aquisição liderada por um dos sócios do grupo.

“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi afetada por especulações, gerando um grande volume de notícias negativas, o que impactou duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, diz a nota.

O grupo também destacou que, desde o início de suas operações, não havia registrado problemas de qualquer natureza.

Por fim, a Fictor afirmou que a adoção de medidas anteriores ao pedido de recuperação judicial teve como objetivo proteger os direitos dos colaboradores e agilizar o pagamento de indenizações trabalhistas.

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