Economia & Mercado

Heineken enfrenta disputa com Ambev por fim de exclusividades em bares e restaurantes: "Por mais que incomode a concorrência"

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Heineken está apostando alto no mercado cervejeiro do Brasil para 2026  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 27/09/2025, às 20h56



A Heineken está enfrentando uma disputa com a sua concorrente, a Ambev, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pelo fim da exclusividade em bares e restaurantes. A empresa possui grandes expectativas para 2026, com as eleições e a Copa do Mundo, que acabam favorecendo no consumo e possivelmente vai acirrar ainda mais a concorrência entre as cervejarias.

"Vamos continuar crescendo por aqui, por mais que isso incomode a concorrência", disse o executivo Maurício Giamellaro, que foi o primeiro CEO brasileiro à frente da empresa no país, segundo informações do portal Folha de S. Paulo. "Sou forçado pelo meu concorrente a ficar fora de bares e eventos”, continuou ele, que está na gestão da cervejaria há 13 anos. 

Segundo Giamellaro, o Brasil é o maior mercado do mundo para o grupo Heineken, que deseja se destacar não como a maior, mas como a melhor do país. A cervejaria investiu R$ 6 bilhões nos últimos cinco anos e expandiu a produção da cerveja nas unidades de Igarassu (PE), Alagoinhas (BA), Ponta Grossa (PR) e Araraquara (SP).

Ainda, pretende inaugurar em breve a sua 14ª fábrica no país, que ficará localizada em Passos (MG), com aporte de R$ 2,5 bilhões e a criação de cerca de 1.800 empregos diretos e indiretos. "Nossos planos para o Brasil são sempre de longo prazo", disse o CEO brasileiro, segundo a reportagem. 

Vale ressaltar que o mercado cervejeiro no Brasil está estagnado há três anos, com venda média de 14, 6 bilhões de litros, conforme aponta a consultoria Euromonitor International. Entretanto, está se destacando frente ao cenário global, que ainda não recuperou o nível pré-pandemia, que possuía 201,5 bilhões de litros em 2019 e está com 198 bilhões de litros ao ano.

Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Júnior, a inflação, o crescimento do uso de canetas emagrecedoras e das bets tem prejudicado o consumo de cerveja no país pelo público em geral. "Há uma redução de volume per capita consumido em todas as classes. Mas na CDE o consumo não foi beneficiado pelo aumento do nível de emprego e renda, por conta das bets", disse na reportagem.

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