Economia & Mercado
Com o prazo de entrega do Imposto de Renda já em andamento, milhões de brasileiros ainda têm dúvidas sobre como declarar corretamente e, principalmente, como pagar menos.
Em 2025, mais de 43 milhões de contribuintes prestaram contas à Receita Federal, e a tendência é de um volume semelhante neste ano, já que a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil só deve valer a partir de 2027.
No meio desse processo, um ponto faz diferença direta no bolso: a educação financeira. Mais do que entender números, ela ajuda o contribuinte a se organizar ao longo do ano e a identificar oportunidades legais de reduzir o imposto devido.
Segundo o especialista em finanças André Andrade, da plataforma Refuturiza, o primeiro passo é simples, mas ainda negligenciado por muita gente: guardar comprovantes. “Organizar recibos, notas fiscais e informes de rendimento facilita muito na hora da declaração e evita perder deduções importantes”, explica.
Onde o brasileiro mais perde dinheiro
A falta de informação ainda faz com que muitos contribuintes deixem de abater despesas que poderiam reduzir o valor do imposto, ou até garantir restituição.
Entre os principais gastos que podem ser deduzidos estão:
No caso dos dependentes, por exemplo, é possível deduzir até R$ 2.275,08 por filho ou enteado dentro dos critérios estabelecidos pela Receita.
“Quando a pessoa entende as regras, ela evita pagar imposto a mais e aumenta as chances de receber restituição. É um ganho direto”, destaca Andrade.
Organização ao longo do ano faz diferença
Deixar para pensar no Imposto de Renda apenas no prazo final é um dos erros mais comuns. O ideal, segundo especialistas, é manter um controle financeiro contínuo.
Mapear receitas e despesas ao longo do ano permite identificar com clareza onde o dinheiro está sendo gasto — e, principalmente, o que pode ser aproveitado na declaração.
Na prática, isso significa:
Esse tipo de controle não só facilita a declaração, como também ajuda a evitar endividamento e melhora o planejamento financeiro.
Educação financeira vira aliada do contribuinte
Com o avanço das plataformas digitais, aprender sobre finanças ficou mais acessível. Hoje, há cursos, vídeos e conteúdos práticos que ensinam desde o básico até o preenchimento completo da declaração.
A própria Refuturiza, por exemplo, oferece conteúdos específicos sobre Imposto de Renda, com orientações sobre quem precisa declarar, tipos de rendimentos e passo a passo para evitar erros.
Mais do que cumprir uma obrigação anual, a lógica é mudar a relação com o dinheiro. “Quando a pessoa passa a entender para onde o dinheiro vai, ela deixa de agir no automático e começa a planejar melhor”, resume Andrade.
Impacto direto no bolso
No fim das contas, o efeito é claro: quem se organiza e conhece as regras paga menos, e pode até receber valores de volta.
Em um cenário de renda apertada para grande parte da população, evitar pagamentos indevidos e aproveitar deduções legais pode representar um alívio importante no orçamento.
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