Economia & Mercado
por Henrique Brinco
Publicado em 09/07/2025, às 19h40 - Atualizado às 20h09
Você costuma consumir produtos de tecnologia? Então, prepare o bolso (ou adiante logo aquela compra no e-commerce)! Se o Governo Lula decidir retaliar a medida de Donald Trump e impor uma tarifa de 50% sobre produtos importados dos Estados Unidos, o iPhone e outros produtos de tecnologia deverão ficar consideravelmente mais caros no Brasil.
O motivo? Muitos desses itens são fabricados ou têm componentes produzidos nos EUA, ou ainda são importados diretamente de lá por empresas brasileiras.
O BNews separou alguns produtos de tecnologia que podem subir de preço em território nacional caso o impasse vá adiante e o país faça valer o princípio de reciprocidade:
A Apple importa muitos de seus dispositivos diretamente dos EUA, inclusive modelos de iPhone, iPad, MacBook, e Apple Watch.
Embora parte da produção seja feita na China, alguns modelos específicos (como os de lançamento) vêm direto dos EUA, o que pode afetar o preço caso haja tarifa de 50%.
Marcas como Dell, HP, Apple e Microsoft têm sede nos EUA e importam equipamentos ou componentes diretamente para o Brasil.
Isso inclui placas-mãe, processadores (como os da Intel e AMD), e dispositivos completos.
Câmeras de marcas como GoPro (americana) e equipamentos profissionais de estúdios podem ter aumentos.
O Xbox, fabricado pela Microsoft (americana), pode sofrer impactos diretos. Mesmo o PlayStation, da Sony (que é japonesa), pode usar componentes americanos.
Embora intangíveis, serviços como Windows, Adobe Creative Cloud e licenças de software americano também podem repassar custos.
O preço final ao consumidor pode subir em até 50%, se o repasse da tarifa for total. Mesmo que os produtos não venham diretamente dos EUA, a cadeia de suprimentos globalizada pode sofrer impacto, elevando os custos.
Trump anunciou uma tarifa de 50% para exportações do Brasil em uma carta enviada ao presidente Lula. A medida, que começa a valer a partir de agosto, acontece após o americano defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e criticar o Governo Lula.
Em apoio a declaração do presidente, a embaixada norte-americana afirmou que o cacique do PL está sofrendo uma “perseguição vergonhosa”. O Itamaraty, por sua vez, convocou o encarregado de negócios dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, para se explicar.
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