Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 29/09/2025, às 10h38
Maior fabricante de veículos do mundo, ultrapassando a marca de 31 milhões de veículos produzidos em 2024, a China deve contar com carros mais caros a partir de 2026. Isso porque, de acordo com o jornal O Globo, há mais carros do que clientes.
"Durante a primeira década desse século, a indústria chinesa teve o incentivo do governo. Eles sabiam que, se fossem investir em veículos convencionais, com motor a combustão, estariam atrás dos americanos, dos alemães, dos japoneses e dos coreanos. Então, eles focaram nos veículos eletrificados de todo tipo. E para isso, abriram o cofre e permitiram que todas as empresas que quisessem investir nesse segmento, pudessem fazê-lo", comentou o estrategista da Bright Consulting, Cássio Pagliarini, ao portal Uol Carros.
Em 2017, a China estabeleceu a meta de produzir 35 milhões de veículos por ano até 2025, quase dobrando o recorde histórico dos EUA, de 17 milhões anuais. O país asiático conta, atualmente, com 129 marcas de carros elétricos e híbridos.
Os veículos elétricos são considerados com valores baixos, com modelos sendo vendidos por US$ 10 mil no mercado interno e por cerca de R$ 100 mil no Brasil, um valor que nenhuma montadora ocidental conseguiu ofertar. No entanto, os especialistas acreditam que essa fase de liquidação e promoções deve perdurar por apenas dois anos e os preços devem aumentar também no Brasil.
"Uma vez que os veículos excedentes e as fábricas excedentes sejam eliminados, ou comercializados, existe uma tendência do preço voltar. Porque para você comercializar veículos excedentes, tem que fazer incentivos de venda, tem que baixar os preços. Uma vez que esse excesso de produção acabe, é natural que os preços voltem. Isso daqui a um ano ou um ano e meio", diz Pagliarini, na reportagem.
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