Salvador

Representante dos empresários detona Sindicato dos Rodoviários após estado de greve e admite “grande dificuldade financeira”

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Após audiência, Jorge Castro critica a atuação do Sindicato dos Rodoviários e destaca a necessidade de garantir serviços  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews
Cauan Borges e Rafaela Kalil

por Cauan Borges e Rafaela Kalil

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 22/05/2026, às 13h47 - Atualizado às 13h54



O diretor e assessor de Relações Sindicais e Trabalhistas do Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Salvador (Seteps) e do Consórcio Integra, Jorge Castro, comentou nesta sexta-feira (22) o acordo firmado entre empresários e rodoviários no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5)

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Durante entrevista após a audiência, Castro admitiu dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas de ônibus e criticou a atuação do Sindicato dos Rodoviários durante a manhã, quando parte da frota deixou de circular em Salvador. Segundo o representante do setor patronal, o acordo firmado não foi favorável financeiramente para o setor empresarial, mas destacou que houve esforço para evitar maiores impactos à população e aos trabalhadores.

O acordo, do ponto de vista financeiro, não foi bom para nós, porque estamos passando uma grande dificuldade financeira. Fizemos um esforço muito grande, mas as empresas de ônibus vivem de serviços essenciais. Eu preciso me preocupar também com a população, com as pessoas que precisam trabalhar”, afirmou.

Jorge ressaltou ainda que as empresas buscaram garantir a reposição inflacionária para os rodoviários e elogiou a condução da desembargadora Ivana Magaldi durante as negociações: “Temos que ter sensibilidade de repor pelo menos a inflação para os nossos trabalhadores. Por isso fizemos o acordo. E parabenizo a doutora Ivana pela bela condução, pela firmeza e tranquilidade na mediação”, declarou.

Questionado sobre a capacidade das empresas cumprirem os termos acertados, mesmo diante do cenário financeiro delicado, Jorge garantiu que o compromisso será honrado pelo setor patronal.

“Sem sombra de dúvida, não há menor condição de não cumprir. Só se houver uma grande crise, daquelas como aconteceu com a CSN e faliu, ali é outra conversa. Mas nós estamos fazendo a intenção evidente de cumprir. Não há possibilidade de eu aceitar um acordo dentro do Tribunal Regional do Trabalho e não cumprir. Isso não passa pela cabeça do empresariado fazer isso. Nunca fez e jamais fará”, disse.

Jorge Castro também comentou a circulação reduzida de ônibus nas primeiras horas desta sexta-feira. Segundo o diretor, a responsabilidade pelo não cumprimento da frota mínima determinada pela Justiça foi do Sindicato dos Rodoviários. Além disso, o dirigente classificou como “inadequada” a discussão envolvendo a responsabilidade pela redução da frota e afirmou que a própria desembargadora não tratou do tema durante a audiência.

Soube que disseram que foi por culpa do patronal. É uma incoerência, uma doideira, o dono de empresa, nós empresários, não querer botar o ônibus na rua para carregar as pessoas e ter renda. Isso não existe. Quem não cumpriu realmente a decisão do Tribunal Regional do Trabalho foi o Sindicato dos Trabalhadores, que não permitiu que os ônibus saíssem. Então eu achei inadequado esse tipo de discussão. Nós empresários, jamais teremos condições de dizer para o empregado, por favor, não dirija o carro. Só se vier empresário besta, empresário bobo que não queira transportar passageiro e ter renda .É uma concepção completamente equivocada do Sindicato dos Trabalhadores, inclusive quero dizer que foi completamente inadequada essa discussão que eles tiveram com vocês”, disparou.

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