Economia & Mercado

Nova diretoria da FIEB toma posse com foco em competitividade e críticas à redução da jornada 6x1

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Em cerimônia no Senai Cimatec, Carlos Henrique Passos assume mandato para o quadriênio 2026-2030 e alerta para riscos econômicos de propostas "eleitoreiras"  |   Bnews - Divulgação BNews


O empresário Carlos Henrique de Oliveira Passos tomou posse, na noite desta quinta-feira (9), como presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), junto com a nova diretoria, para o mandato que se estende até 2030. A solenidade, realizada no auditório do Senai Cimatec, em Salvador, também marcou o início da nova gestão do Centro das Indústrias do Estado da Bahia (Cieb).

Durante o evento, o presidente da Fieb traçou um panorama do cenário industrial baiano, destacando o crescimento impulsionado pelos setores de energia renovável, biocombustíveis e alimentação. Entretanto, Passos ressaltou que variáveis globais também interferem na produção e no mercado baiano.

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Segundo analisou, situações como o conflito entre Israel e Irã e as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, criam instabilidade no fornecimento de insumos e afetam as rotas de exportação. “O ambiente da guerra tem criado o bloqueio do fornecimento de combustível e de petróleo para toda a indústria química, petroquímica e de combustível do mundo como um todo e afeta a indústria aqui da Bahia”, explicou.

Debate sobre a jornada de trabalho

Um dos pontos centrais das declarações do presidente foi o posicionamento de preocupação em relação à redução da jornada de trabalho, atualmente seguindo o modelo de escala 6x1. Carlos Henrique Passos demonstrou temor com o avanço da pauta no Congresso, classificando-a como uma medida de caráter eleitoreiro que carece de maturidade técnica e análise sobre as consequências econômicas.

Segundo ele, a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, sem a devida redução salarial, forçará as empresas a elevar custos de produção. Conforme explica, o cenário resultaria em produtos mais caros para o consumidor final e em perda de competitividade frente ao mercado internacional. “Uma medida radical dessa certamente vai afetar o equilíbrio das empresas”, considerou Carlos Henrique Passos.

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