Economia & Mercado

Novas regras do Imposto de Renda já estão em vigor; saiba o que muda

Joédson Alves/Agência Brasil
Regras já começaram a valer em 2026 e trouxeram mudanças significativas  |   Bnews - Divulgação Joédson Alves/Agência Brasil
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 21/02/2026, às 17h32



As novas regras do Imposto de Renda já começaram a valer em 2026 e trouxeram uma mudança significativa: brasileiros que ganham até R$ 5 mil por mês agora estão isentos do pagamento do tributo. A medida impacta diretamente milhões de contribuintes em todo o país. A atualização vale para o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) e também envolve ajustes no Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). 

No caso das pessoas físicas, o imposto incide sobre rendimentos, enquanto para empresas a cobrança é feita sobre o lucro, que pode variar conforme o regime adotado.

Com a nova faixa de isenção, quem recebe até R$ 5 mil mensais não paga mais imposto. Já quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 terá descontos progressivos, reduzindo o valor final a pagar. Acima disso, a tributação segue as regras já existentes, podendo chegar à alíquota máxima de 27,5%.

A obrigatoriedade de declarar continua valendo para quem se enquadra em critérios como renda anual acima de R$ 30.639,90, posse de bens superiores a R$ 800 mil ou realização de operações na bolsa de valores. 

Também entram nessa lista contribuintes que tiveram ganho de capital com venda de bens, venderam imóveis, receberam rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, ou ainda obtiveram receita elevada com atividade rural. Pessoas que passaram a residir no Brasil durante o ano-base ou que desejam compensar prejuízos de anos anteriores também precisam prestar contas. 

A expectativa é que cerca de 16 milhões de brasileiros sejam beneficiados com a mudança, gerando impacto de mais de R$ 31 bilhões na arrecadação. Para compensar, o governo pretende taxar altas rendas e ampliar a cobrança sobre dividendos e remessas ao exterior.

Na prática, trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e aposentados que estejam dentro da nova faixa passam a ter isenção total. Com isso, parte da renda que antes era descontada mensalmente passa a ficar no bolso do contribuinte, aumentando o poder de compra e a capacidade de planejamento financeiro. Em alguns casos, a economia anual pode ultrapassar R$ 4 mil, dependendo da faixa salarial, beneficiando principalmente quem está na base da pirâmide de renda. 

Apesar das novas regras já estarem em vigor, a declaração com base nelas será feita apenas em 2027. Tradicionalmente, o prazo de envio começa em março, e quem se antecipa costuma receber a restituição mais cedo. Para declarar, é fundamental reunir documentos como informes de rendimento, comprovantes de despesas médicas e educacionais, além de dados bancários e pessoais.

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