Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 10/02/2026, às 08h37
A Justiça Federal, por meio do Ministério Público Federal (MPF), suspendeu as operações na Mina de Fábrica, da Vale, após extravasamento de água e sedimentos em cursos d’água na região de Ouro Preto e Congonhas, em Minas Gerais (MG).
De acordo com informações do portal CNN Brasil, o vazamento aconteceu em uma localidade denominada Cava Área 18. Segundo as investigações, o local era utilizado como depósito temporário de materiais, mas, no entanto, obtinha uma estrutura de contenção de resíduos sem as devidas autorizações. Os córregos da região e o Rio Paraopeba foram atingidos por mais de 260 mil metros cúbicos de sedimentos.
Antes do ocorrido, as atividades da Vale no Complexo Minerário de Fábrica já tinham recebido determinação da Justiça de Minas Gerais para que houvesse paralisação, após ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do governo estadual.
A Vale, no entanto, está proibida de retomar as atividades na área afetada e só poderá atuar em ações emergenciais ligadas à segurança e à contenção de riscos, além de ter os direitos de exploração mineral da unidade suspensos pela Agência Nacional de Mineração (ANM).
A decisão também obriga a mineradora a prestar esclarecimentos em até 72 horas sobre a existência de estruturas semelhantes em Minas Gerais e sobre o acionamento do Plano de Ação de Emergência no dia do ocorrido. Caso as determinações sejam descumpridas, a multa pode chegar a R$ 500 mil por dia.
A mineradora disse em nota que as operações estão suspensas desde 26 de janeiro. "A Vale reitera seu compromisso com a segurança das pessoas e de suas operações, esclarecendo que suas barragens na região seguem com condições de estabilidade e segurança inalteradas, sendo monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana", respondeu em nota, segundo a reportagem.
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