Economia & Mercado

Número de exportação entre Brasil e Estados Unidos atinge recorde histórico

Os dados são do estudo do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) - Divulgação / Pixabay
Segundo pesquisa, o salário de funcionários das empresas que exportam para os Estados Unidos é maior  |   Bnews - Divulgação Os dados são do estudo do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) - Divulgação / Pixabay

Publicado em 09/10/2024, às 10h07   Publicado por Vagner ferreira



Dados de estudo do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam recorde histórico no número de exportações de produtos de empresas brasileiras para os Estados Unidos, com a venda de 9.533 companhias nacionais em 2023, sendo os ítens da área de tecnologia, os mais vendidos.

A reportagem do portal Exame mostrou que, com base na pesquisa, o que chamou a atenção é de que o salário dessas empresas que exportam para os Estados Unidos é maior do que de empresas que fazem a transação para outros países. E ainda, apresenta um grande número de mulheres contratadas.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, disse que na história nunca houve tantas empresas exportando para um único destino, como para os Estados Unidos. "Isso é algo que interessa porque ampliar a base exportadora do Brasil é um objetivo do governo federal", disse ela.

No início do milênio, em 2020, o número era de 4.664 empresas brasileiras exportando aos EUA. Cinco anos depois, a transação apresentou uma crescente, com 8.023. Entretanto, houve queda neste número após a crise financeira americana. Em 2013, o setor começou a recuperar o crescimento, ganhando força, sobretudo, nos últimos cinco anos, com início contínuo em 2018, até chegar na média atual.

Em 2009, o país norte-americano perdeu para a China o posto de maior importador de produtos brasileiros. No entanto, o de maior comprador de produtos industrializados brasileiros permanece, e juntos, completam 200 anos de relações bilaterais.

No ano passado, os EUA adquiriram US$ 29,9 bilhões em produtos. A secretária Tatiana apontou que os itens que mais cresceram na exportação durante os meses de janeiro e agosto de 2024 foram café, celulose e carne, além dos produtos manufaturados, como aeronaves e máquinas de energia elétrica. “Nos chama a atenção o crescimento em universos de produtos que são muito diferentes", informa.

Para o CEO da Amcham Brasil, Abraão Neto, além do aumento das negociações de produtos manufaturados, é importante estar atento também ao setor de serviços e de investimentos americanos no Brasil. "Temos percebido uma movimentação bastante promissora nos investimentos bilaterais. Percebemos fortes evidências de um novo ciclo de investimentos americanos no Brasil, em áreas como energia, sustentabilidade e tecnologia", diz Abraão, em reportagem do portal Exame.

Em comparação a outros países, o Brasil exporta produtos de 11.253 empresas para países do Mercosul, de 8.498 para a União Europeia e 2.847 para a China.

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