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Número de recuperação judicial tem maior aumento em 20 anos; confira índices

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Índices de recuperação judicial afeta principalmente micro e pequenas empresas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay

Publicado em 28/01/2025, às 10h23   Publicado por Vagner Ferreira



O número de pedidos de recuperação judicial teve o maior índice em 20 anos, disparando entre micro e pequenas empresas, em mais 78,4%. De acordo com informações do jornal O Globo, foram registrados 2.273 casos em 2024, sendo 61,8% maior do que em 2023, conforme dados do Indicador de Falência e Recuperação Judicial da Serasa Experian.

As micro e pequenas empresas estão liderando a lista, com 1.676 casos de recuperações judiciais, saltando para 78,4% em um ano. Em comparação com as médias empresas, o número é quatro vezes maior. Em relação às grandes empresas, a diferença é ainda mais expressiva, sendo cerca de oito vezes maior. 

A economista Camila Abdelmalack, da Serasa Experian, ressaltou, em nota, que um CNPJ deve ter em média sete dívidas, e que o aumento da taxa de juros, previsto para chegar a 14,25% ao fim do primeiro trimestre, dificulta o cenário, podendo levar a novos recordes de inadimplentes. Para ela, a alta no número vai além do atual desempenho do mercado.

“Essa aceleração no número de pedidos de recuperação judicial, mostra que, embora as empresas possam estar num ambiente melhor, no que diz respeito a receita - com a demanda do consumidor mais aquecida, diante de uma taxa de desemprego na mínima histórica e a renda familiar crescendo acima da inflação - a taxa de juros no patamar de dois dígitos se mostrou bastante restritiva impactando de maneira mais severa, principalmente a saúde financeira das micro e pequenas empresas que são as que têm menor acesso a crédito. Médias e grandes que têm outras formas de captação de crédito, além do mercado bancário”, ressaltou a economista na reportagem.

O mercado foi afetado, em 2024, pela maior alta da série histórica sobre o número de inadimplência de pessoas jurídicas, que registrou 6,9 milhões em dezembro. Em contrapartida, os índices de falência tiveram redução de 3,5%, indo para 949. 

“Se formos olhar a série histórica há 20 anos, o número acumulado de falências em 2024, às vezes, era o registrado em um mês. O fato é que o pedido de falência foi caindo em desuso, antes o credor usava o pedido de falência para pressionar a empresa com o pagamento de alguma dívida. Outras ferramentas passaram a ser usadas com mais eficácia e rapidez para essa cobrança e menor custo. Por isso, é normal que os pedidos de falência venham caindo”, informou a economista à reportagem.

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