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Preço do café aumenta 81% em um ano, mas já há previsão de forte queda; saiba motivo

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Não existe nenhuma tendência de baixa no preço do café em vista  |   Bnews - Divulgação Divulgação - Freepik

Publicado em 26/06/2025, às 16h38   Gabriel Santana



O preço do café dispara e permanece em tendência de alta nas prateleiras do supermercado. Mesmo com o início da colheita dos grãos ocorrida em março, a época que começa o período de colheita, o preço insiste em aumentar por causa de um conjunto de outras questões que acabam afetando o preço em diversas instâncias.

A inflação alta que atinge a economia é um desses fatores. Depois da energia elétrica, o café moído foi o item que mais puxou a inflação para cima, segundo dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15).

Essa informação foi noticiada nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação a maio, o preço do café aumentou 2,86%, um número relativamente baixo. Mas, se for analisar no acumulado de 12 meses até junho, o valor do produto subiu e atingiu o nível bem alto de 81,6%.

Os preços da cotação média mensal do café arábica, o mais consumido e plantado no Brasil, caíram 17% em junho comparado a fevereiro, a época em que o valor do café bateu recordes altos na série histórica. Mas, para esse segundo semestre, economistas confirmam a tendência de que a queda vista nos campos de produção chegue até o consumidor de forma lenta e progressiva.

Além dessa queda de preço atual, os analistas completam prevendo que o valor seguirá diminuindo nos próximos meses de 2025 e durante o ano de 2026. Isso se não tiver problemas na safra, pois o repasse dos preços para os supermercados costuma demorar e ser percebido pelos consumidores.

Em resumo, o produto vai continuar caro neste ano, mesmo com o início de uma queda nos preços e só será barateado nos supermercados em 2026. Ano que é aguardado um crescimento bem maior da safra de café do Brasil.

Os aumentos nos preços do café aconteceram porque o mundo, principalmente os europeus, passaram a comprar mais produtos do Brasil por causa da guerra entre o Hamas e Israel e porque a indústria começou a estocar menos café por causa da disparada das cotações. Além dos próximos preços estarem menores, o que desestimula a estocagem de países exportadores, segundo o analista da StoneX Brasil.

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