Economia & Mercado

Pagamentos feitos em fevereiro já são impactados pelo aumento do salário mínimo; entenda

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Salário mínimo: Como o reajuste no eSocial não é automático, podem ocorrer erros e encargos incorretos  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 13/01/2026, às 08h56 - Atualizado às 09h02



Com o novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621,00, em vigor desde 1º de janeiro deste ano, empresários e profissionais de contabilidade devem ficar atentos, pois os pagamentos feitos em fevereiro já estão sendo impactados, uma vez que o reajuste, definido por decreto presidencial, representa um aumento de 6,79%, equivalente a R$ 103,00, em relação ao piso anterior de R$ 1.518,00.

De acordo com Mario Avelino, presidente da Doméstica Legal, apesar de a vigência ser em janeiro, o impacto prático ocorre agora em fevereiro, quando é realizado o pagamento do salário referente ao mês de janeiro. “Diante disso, empregadores, especialmente os domésticos, precisam redobrar a atenção para evitar erros no eSocial e a geração incorreta de encargos. O maior problema é que muitos empregadores acreditam que o sistema faz essa correção sozinho, o que não é verdade. O salário que deverá ser pago até o dia 07 de fevereiro já precisa estar ajustado para R$ 1.621,00, caso contrário o empregador fica irregular”, alerta.

O especialista explica que o salário referente ao mês de janeiro de 2026, pago até o dia sete de fevereiro, já deve considerar o novo piso nacional. Qualquer pagamento abaixo de R$ 1.621,00, para uma carga horária de 44 horas semanais configura irregularidade trabalhista.

“No eSocial, a Guia DAE, com vencimento em fevereiro, deve ser calculada com base no novo salário mínimo. No entanto, o sistema não realiza o reajuste automaticamente. O empregador precisa entrar no eSocial e alterar manualmente o valor do salário. Se isso não for feito, INSS, FGTS e demais encargos serão gerados com base no valor antigo, o que pode resultar em multas e passivos trabalhistas”, explica Mario Avelino. 

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