Economia & Mercado

'Para ontem'! Na busca por entregas rápidas, empresas de vendas online pressionam trabalhadores

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Plataformas online que conseguem ser mais ágeis na entrega de seus produtos saem na frente das concorrentes  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 09/02/2026, às 11h20



No mercado de comércio eletrônico, as plataformas que conseguem ser mais ágeis na entrega de seus produtos saem na frente das concorrentes. A promessa de entregas cada vez mais rápidas deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência do consumidor.

Essa busca constante por rapidez tem pressionado cada vez mais as empresas a reorganizarem seus modelos de operação e logística, o que impacta diretamente nos modelos de negócios digitais e no ritmo de trabalho dos entregadores.

De acordo com informações do jornal O Globo, a Amazon alcançou o maior índice de entregas no Brasil na semana passada, com um número que ultrapassa 50 milhões de itens. Já o Mercado Livre tem orientado que mais de 5 mil estruturas logísticas do país agilizem a distribuição dos produtos. 

“Trabalhamos com quase 500 robôs que ajudam a armazenar, separar e movimentar itens, reduzindo o tempo de processamento dos pedidos. Também usamos IA para prever demanda e otimizar rotas”, comentou o diretor de Operações Logísticas, Luiz Vergueiro, segundo a reportagem. 

As entregas mais rápidas, ao mesmo tempo em que impulsiona a automação, amplia a pressão sobre o último elo da cadeia: o entregador. No Brasil, cerca de 1,7 milhão de trabalhadores atuam em plataformas digitais, número que cresceu 25% entre 2022 e 2024, segundo o IBGE. Desta forma, filas de entregadores se tornaram comuns em centros de distribuição de grandes varejistas on-line. 

A situação é mais crítica entre os entregadores de aplicativos de comida. A exigência por prazos cada vez menores levou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a analisar se os sistemas de entregas rápidas utilizados pelas plataformas ferem a chamada Lei Habib’s, que veda a concessão de incentivos baseados no volume de entregas ou no cumprimento de metas por motociclistas profissionais.

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