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Parceria comercial entre Brasil e EUA resulta mais em importação do que exportação; entenda

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Dados do governo federal têm como base parceria que começou em 1997  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 06/02/2025, às 08h41 - Atualizado às 09h02   Publicado por Vagner Ferreira



Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam predominância da economia norte-americana na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos durante a série histórica que começou em 1997, conforme informações do G1. Assim, no cenário brasileiro, o índice de importação é maior do que o de exportação. 

De acordo com a reportagem, o Brasil registrou déficits comerciais nos últimos 16 anos relacionados à parceria com os Estados Unidos, totalizando US$ 253 milhões, sendo US$ 40,33 bilhões em exportações e US$ 40,58 bilhões em importações. 

A participação da importação do Brasil aos EUA ainda é pequena quando comparada a outros países, representando 1,3% do total. Com a gestão do novo presidente, Donald Trump, o cenário pode ser ainda mais difícil, pois há a possibilidade de tributação, tornando os produtos mais caros.

O México, o Canadá e a China - que juntos compõem cerca de 40% das compras dos Estados Unidos - já foram taxados, na justificativa de que estão prezando por questões de segurança. 

O Brasil, assim como os demais países dos Brics (bloco econômico que reúne, também, China, Índia, Rússia e África do Sul), também sofrem ameaças de reajustes. Trump declarou, segundo reportagem, que esses países necessitam "mais dos EUA do que os EUA precisam deles", disse. “Eles precisam de nós, muito mais do que nós precisamos deles. Não precisamos deles. Eles precisam de nós. Todos precisam de nós", afirmou. 

Para a ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, o Brasil deve ter um posicionamento cauteloso. “O presidente Trump pode falar o que ele quiser. Ele é presidente eleito dos Estados Unidos. Nós vamos analisar cada passo das decisões que forem tomadas pelo novo governo. Mas acredito que, como somos um povo que tem fé na vida, que tudo vai dar certo sempre. Vamos procurar trabalhar as nossas convergências, que são muitas”, contou, conforme reportagem. 

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou: "Se ele [Trump] taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade no Brasil em taxar os produtos que são importados dos EUA", disse, segundo G1. "Temos direito de discutir formas de comercialização que a gente não dependa só do dólar. Importante que a gente não tenha preocupação com as bravatas do Trump", continuou. 

O Banco Central (BC) indicou que os Estados Unidos lideram o ranking de maiores investidores no Brasil, seja como ‘investidor imediato’ ou de ‘controlador final’, e o índice de empresas americanas tem crescido. 

"Os Estados Unidos são, para o Brasil, o principal mercado de exportação de bens industriais e de serviços. E os Estados Unidos são também o principal investidor estrangeiro no Brasil, com um estoque de mais de US$ 350 bilhões e quase quatro mil empresas americanas operando no país”, destacou o CEO da Amcham Brasil, Abrão Neto.

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