Economia & Mercado

Paulo Cavalcanti defende superar polarização e ideia de "salvadores da pátria" para resolver situação do país

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Paulo Cavalcanti passou o comando da Associação Comercial da Bahia, nesta segunda-feira (28), para Isabela Suarez  |   Bnews - Divulgação Devid Santana / BNEWS

Publicado em 28/07/2025, às 19h39   Alex Torres e Davi Lemos



O presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Paulo Cavalcanti, durante passando do comando da instituição para Isabela Suarez, destacou a necessidade de findar a polarização na política nacional a fim de resolver os problemas nacionais, como o tarifaço aos produtos brasileiros, sem considerar "salvadores da pátria", mas tralhado com união. Cavalcanti considera de Isabela Suarez atenderá a estas demandas do empresariado, fazendo pressão a respeito de temas que causam o cenário atual de crise.

"Estamos passando o bastão exatamente na continuidade. [Para sensação] de dever cumprido a gente precisa muito, [pois] nós estamos passando um momento muito difícil no Brasil para sentir dever cumprido. Esse é o início. Apenas a Associação Comercial recebe com muito orgulho uma pessoa preparada, ela tem que se orgulhar desse 214 anos de ter uma pessoa, uma presidente como Isabela Suarez, preparadíssima, pronta, exatamente para fazer com que a gente aumente as casas de pressão, aumente a nossa voz, seja ouvido", disse Cavalcanti.

Cavalcanti destacou o que espera a partir do prestígio da nova presidente da ACB: "dar continuidade à voz do associativismo, à união, sentimento de união e pertencimento que o povo brasileiro precisa nesse momento tão crítico [...] Isabela está pronta. O Brasil ganha. O associativismo ganha com uma pessoa tão preparada, que vai se doar tanto, exatamente com o fim, com o objetivo de criar uma voz, de criar uma voz do povo, da classe produtiva brasileira, fortalecimento do associativismo. Isso é importante para o nosso país. Nós precisamos efetivamente acreditar que é unidos, juntos, com o sentimento de pertencimento, evitando as discussões infantis, rasas, a polarização e entendendo que nós temos pautas de nação estruturantes, que é importante pra nós".

Paulo Cavalcanti fez uma análise a partir da possível confirmação das tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. "A situação da taxação [...]  prova o que nós estamos fazendo aqui hoje. Se nós brasileiros estivéssemos, exatamente, já participando, se a democracia participativa estivesse exercida, se efetivamente toda a sociedade civil organizada, se entendesse e compreendesse que não existe salvador da pátria, que um presidente seja de qual for, pode ser direita, esquerda, extremo, não importa, ele não governa um país sozinho", enfatizou Cavalcanti.

"Nós temos essa cultura de reclamar, de sermos infantis em termos de inteligência cidadã, mas nós estamos vendo agora que custa caro para a gente. Nós precisamos aprender com essa lição, com essa nova lição. Vai sim ser difícil para o empresário, mas não só para o empresário, vai ser difícil para todo o povo brasileiro, mas nós vamos passar, nós sabemos passar e vamos aprender [...] E é isso que a gente espera: que o povo brasileiro amadureça. Educação, mas não é educação qualquer, não. Educação de cidadania, sentimento e pertencimento de unidade de nação", declarou Paulo Cavalcanti.

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