Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 28/12/2025, às 09h38
O comprometimento da renda das famílias brasileiras atingiu um recorde histórico em outubro, segundo dados do Banco Central (BC). O indicador chegou a 29,4%, o maior nível desde o início da série, em 2011. Ao desconsiderar o financiamento imobiliário, o índice também bateu recorde, alcançando 27,2%, conforme informações do Valor Econômico.
O avanço, segundo o BC, reflete a forte expansão do crédito nos últimos anos, somada aos juros elevados, o que aumentou o peso das dívidas no orçamento familiar. Apesar disso, o ritmo de crescimento do crédito começa a dar sinais de desaceleração: em novembro, a alta do saldo em 12 meses foi de 9,5%, ficando abaixo de 10% pela primeira vez desde maio de 2024.
Os juros praticados no sistema financeiro seguem em trajetória de alta, em linha com a política monetária restritiva adotada pelo BC. A taxa básica Selic está em 15% desde junho, e a última vez que ficou abaixo de 10% foi em dezembro de 2021. Em novembro, a taxa média de juros do sistema financeiro alcançou 31,9% ao ano, acima dos 28,5% registrados em dezembro de 2024.
O Banco Central projeta que, em 2026, o saldo total de crédito bancário crescerá 8,6%, abaixo da estimativa de 9,4% para 2025, indicando uma desaceleração do ritmo de expansão do crédito no país.
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