Economia

Petrobras e Novonor fecham acordo para vender ações da Braskem

Divulgação/Braskem

Ofertas em bolsa podem gerar cerca de R$ 32 bilhões para empresas sócias

Publicado em 17/12/2021, às 12h03    Divulgação/Braskem    Redação BNews

A Petrobras tornou público seu plano de acompanhar sua sócia, a Novonor - antiga Odebrecht - na operação de venda das ações que detém da Braskem na bolsa. A empresa de capital aberto, cujo acionista majoritário é o Governo brasileiro, é a segunda maior acionista da petroquímica.

As informações são do Valor Econômico nesta sexta-feira (17). Segundo informações da publicação, pela cotação atual, as ofertas secundárias para venda da participação total das sócias na companhia totalizariam R$ 32 bilhões.

O montante é composto pelos R$ 16,5 bilhões Novonor e pelos R$ 15,5 bilhões da Petrobras - 38,4% e 36,15% do capital total, respectivamente. O plano das empresas é começar a operação pelos papéis preferenciais.

Fundos institucionais, sobretudo os que já possuem fatias minoritárias na Braskem, devem participar do "follow-on" - como é chamado o processo que ocorre quando uma companhia de capital aberto, que já possui ações na Bolsa, decide ofertar mais ações ao mercado. 

O movimento da Petrobrás já era esperado, principalmente após a Novonor ter formalizado a intenção de vender suas ações em bolsa e levar a Braskem ao Novo Mercado. A confirmação da última quinta-feira (16) dependia, entre outros fatores, da aprovação pelo conselho de administração da estatal e de ajustes no acordo de acionistas da petroquímica.

Como parte do acordo, Novonor e Petrobras firmaram um aditamento ao atual acordo de acionistas. Na prática, esse ajuste libera a estatal para executar futuros projetos petroquímicos sozinha ou com outros sócios - sem ter de passar pela Braskem.

Em outras palavras, a preferência que a petroquímica tem sobre a matéria-prima da Petrobras para novos projetos, agora, tem data para acabar. Esse direito será extinto em 31 de outubro de 2024 ou no encerramento do acordo de acionistas firmado entre Novonor e Petrobras em razão da pretendida migração da Braskem para o Novo Mercado.

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