Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 15/12/2025, às 13h33
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou a presença de uma autoridade com foro no caso envolvendo o banco Master. De acordo com o jornal O Globo, ele afirmou, nesta segunda-feira (15), que a investigação para o Supremo Tribunal Federal (STF) 'não traz prejuízo' às apurações sobre possíveis problemas envolvendo o dono da instituição, Daniel Vorcaro.
“Não houve nenhum prejuízo na investigação, porque foi um lado temporal curtíssimo e agora já devidamente autorizado pelo foro competente. As investigações prosseguem, análise de material aprendido e tudo aquilo que nós temos que fazer”, comentou Andrei, segundo a reportagem.
“De fato, temos tido uma cautela muito grande em todas as nossas investigações, até para evitar nulidades. A qualquer indício de investigado com prerrogativa de foro, suspendemos as investigações e enviamos ao foro competente. Neste caso, houve um achado que pode indicar a prerrogativa de foro. A partir de agora, todas as ações referentes a este caso precisam ser submetidas a esse foro, que é o Supremo”, continuou.
Na semana passada, o ministro do STF Dias Toffoli decidiu centralizar sob sua autorização qualquer nova diligência no caso, como buscas, apreensões ou quebras de sigilo, e determinou sigilo máximo ao inquérito após surgir a menção a um deputado federal em material apreendido pela PF.
O documento citava o deputado José Carlos Bacelar Filho (PL-BA) em relação a um empreendimento imobiliário. Ao GLOBO, ele afirmou que participou da estruturação de um fundo para um projeto em Porto Seguro (BA) e que Daniel Vorcaro demonstrou interesse, chegando a receber documentos, mas o negócio não foi fechado. “O negócio não se concretizou, porque ele disse que estava tentando salvar o banco e que essa era a prioridade no momento”, disse.
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