Economia & Mercado
por Vagner Ferreira
Publicado em 16/11/2025, às 14h09
A modalidade de pagamento via PIX completa cinco anos em vigor neste domingo (16). O método, disponibilizado pelo Banco Central do Brasil (BC), já é utilizado por mais de 170 milhões de brasileiros. Ao todo, já foram utilizados cerca de 890 milhões de chaves e o método movimentou uma marca de 85,5 trilhões entre os dias 16 de novembro de 2020 até 30 de setembro de 2025.
De acordo com informações do g1, a modalidade vem crescendo a cada ano. Só em 2024, alcançou a marca de R$ 26 trilhões, quase dois PIBs e meio do Brasil. A expectativa é de aumento para os próximos anos com, até mesmo, alcance internacional.
Novo modelo de pagamento
Especialistas apontam que o pix ampliou, até mesmo, as possibilidades das pessoas empreenderem de maneiras que antes eram inviáveis, como pelo WhatsApp ou por redes sociais, com o envio do comprovante de imediato. O perfil que mais utiliza o método é de adultos na faixa de 20 e 49 anos e do Sudeste (42,89%) – o Nordeste aparece logo em seguida no ranking, com 27,37%.
A popularização do sistema mudou a forma como as pessoas se relacionam com o dinheiro. Os números de saques, por exemplo, caíram em 35% desde 2020, dando espaço para as transferências instantâneas. O Pix, ainda, são considerados mais baratos do que os pagamentos via cartões, pois não cobram taxas.
No mais, no segundo trimestre de 2025, o BC contou com valor de 19,3 bilhões pagos via PIX, índice 53,5% maior do que em relação aos cartões e 335% a mais que os pagamentos via boleto, convênio e débito direto, que resultaram em 4,4 bilhões.
Desde o surgimento, a modalidade contou com algumas mudanças. Foram elas: PIX Cobrança, substituindo o boleto utilizado pelas empresas; PIX Saque e PIX Troco, feitos por lojas e demais estabelecimentos comerciais; PIX Agendado, facilitando a organização financeira; PIX por Aproximação, assim como acontece com os cartões; entre outros.
Por outro lado, foi alvo de golpes e fraudes, exigindo o reforço do sistema de segurança. Só em 2024, houve perdas de R$ 6,5 bilhões, um valor 80% maior do que o mesmo período do ano anterior. Em 2025, por sua vez, o país foi vítima do maior ataque hacker, com desvio de R$ 800 milhões de bancos e empresas ligadas ao sistema PIX. Em meio aos ajustes e às mudanças, o PIX parece que veio para ficar.
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