Economia & Mercado
Publicado em 24/11/2025, às 08h32 - Atualizado às 08h45 BNews
Um pregão antecipado do Ministério da Justiça com 200 carros apreendidos pela Polícia Federal (PF) ocorre desde a última terça-feira (18) e segue até o primeiro semestre de 2026. Os veículos foram recolhidos em operações contra o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro ou corrupção.
Segundo informações da Folha de São Paulo, “há carros que estão em poder da polícia desde 2004 à espera da conclusão do processo, mas agora tiveram a venda autorizada graças à decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de agosto. Era uma demanda antiga da polícia, que alertava para a deterioração e a consequente perda do valor econômico destes bens. A PF também defendeu que o leilão poderia reduzir o acúmulo de veículos nos pátios sob a sua guarda e dar maior agilidade à destinação de bens apreendidos”.
De acordo com a reportagem da Folha, o destino desses recursos é um dos principais embates entre o governo Lula (PT) e a Câmara dos Deputados no projeto de lei Antifacção. “O texto aprovado pelo relator Guilherme Derrite (PP-SP), também no dia 18, sugere que as receitas de apreensões de operações contra o tráfico de drogas deixem de ir para o Funad (Fundo Nacional Antidrogas) e passem para o Fundo Nacional de Segurança Pública, mas Ministério da Justiça argumenta que, embora a intenção dessas proposições possa ser legítima, o Funad financia parte relevante das políticas públicas de prevenção e reinserção de usuários, a repressão ao tráfico e investimentos na polícia”.
Vale salientar que a pasta revela que foram arrecadados R$ 116,5 milhões apenas este ano com o leilão de aeronaves, joias, imóveis e cerca de quatro mil veículos apreendidos e “os recursos foram usados em investimentos nas perícias estaduais, pesquisa e monitoramento e na polícia rodoviária federal”.
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