Economia & Mercado

Presidente da FIEB celebra crescimento econômico de 2024 e aprovação da reforma tributária

Divulgação/Fieb
Carlos Henrique Passos fez um balanço do setor industrial em coletiva de imprensa  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Fieb

Publicado em 18/12/2024, às 10h56   Bernardo Rego e Verônica Macedo



O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, comentou na manhã desta quarta-feira (18), em conversa com a imprensa, a respeito do balanço econômico de 2024 e pontuou o desafio que o ano de 2025 vai oferecer para o setor. 

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“O ano de 2024 terminou sendo um ano positivo na economia brasileira, um crescimento que surpreendeu vários analistas, mas estava dentro da projeção da CNI de chegar a 3,4% ao ano. Hoje se discute se vai ser 3,4%, 3,5%, mas bem acima do número que o mercado trabalhava. É um crescimento ainda voltado muito para o consumo, mas tem trazido a formação de poupança, ou seja, através também de investimentos. O que nos preocupa muito é o desafio de 2025 nesse cenário econômico e fiscal que o Brasil passou a incorrer nessas últimas semanas, trazendo uma elevação muito grande do dólar. Uma reação no mercado preocupante, mas a gente pensa que o equilíbrio deve retornar e a gente vendo o país no trilho, o setor industrial pode dar sequência a esse crescimento de 2024, expandindo, consolidando investimentos que estão sendo feitos através de parcerias público-privada na área de infraestrutura, através também de investimentos no próprio setor industrial”, ressaltou.

Passos também falou a respeito da reforma tributária que foi aprovada nesta terça-feira (17) na Câmara dos Deputados. Ele se disse otimista, mas pontuou que o caminho é longo, por isso as empresas ainda vão precisar se adequar. “Ela deve favorecer muito a questão industrial, na medida em que ela desonera investimentos, desonera exportação. Ela permite que o encadeamento produtivo não seja carregado com os impostos, na verdade os impostos se dão apenas pelos valores agregados em cada etapa da industrialização. Ainda temos um longo percurso. Ela foi aprovada ontem, claro, ainda passa pela sanção presidencial, depois dessa sanção presidencial nós vamos ter ainda parte mais normativa, os órgãos reguladores como a Receita Federal, as empresas vão ter que se adequar, os sistemas, há uma ruptura muito grande. Ela não é uma reforma apenas do ponto de vista da legislação, ela provoca nas empresas uma mudança de governança”, destacou o presidente da FIEB.


‘Nós acreditamos que o ano de 2025 vai ser um ano muito importante para que nossas empresas conheçam de forma analítica o que de fato foi aprovado, a casa aqui, o sistema FIEB propõe criar oportunidades para esse conhecimento setorial ou um conhecimento mais geral. [...] É um marco importante, nós acreditamos que pode ajudar inclusive na cidadania brasileira, porque nós vamos ter uma oportunidade a cada compra que venhamos fazer, seja como pessoa física ou jurídica, saber o que estamos pagando de impostos para o Estado brasileiro e buscar, através dessa percepção, uma correspondência entre o que pagamos e o que recebemos do Estado”, concluiu. 

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