Economia & Mercado

Prostíbulo de luxo marcado por polêmicas fecha de vez após morte do dono

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Polêmica casa noturna de São Paulo, Bahamas Hotel Club fecha as portas após morte do dono  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 12/07/2026, às 14h59



A polêmica casa noturna Bahamas anunciou o fechamento após 30 anos de funcionamento. A decisão após a morte do dono, o empresário da noite Oscar Maroni, e o projeto de rebranding da marca, planejado pelos herdeiros do empresário. As informações são da GQ Brasil.

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Maroni morreu aos 74 anos, no fim de 2025, após uma série de complicações médicas e a descoberta de um câncer. Antes mesmo da morte do pai, os filhos já haviam assumido a administração do Bahamas por conta das complicações de saúde de Oscar e chegaram a investir R$ 2 milhões em reformas.

Em janeiro, eles confirmaram um planejamento para repaginar a marca. Entre os investimentos anunciados estavam um restaurante com gastronomia mais requintada no andar superior do prédio e uma balada mais "quente" no subsolo, além da venda de souvenirs. A inspiração dos herdeiros era a casa noturna de Hugh Hefner, o magnata criador da Playboy.

O Bahamas Hotel Club fica no bairro de Moema, na zona sul de São Paulo. A boate, com um bar, salão e 22 suítes privativas, costuma ser frequentada por garotas de programa. Como a exploração da atividade de prostituição pode render prisão de até quatro anos e multa no Brasil, o negócio adotava a estratégia de fazer com que clientes e profissionais do sexo acordassem o serviço e o pagamento sem o intermédio da boate.

A medida nem sempre convenceu as autoridades e Maroni chegou a ser preso em 2007, mas foi solto após 50 dias. Na época, a casa foi fechada e só reabriu em 2013. Com o anúncio do fim da boate, a marca deixa para trás ainda um hotel nunca inaugurado, erguido ao lado da boate.

O Oscar’s Hotel era um grande projeto de 223 suítes, mas teve a obra embargada pela Justiça em 2007 e acabou nunca funcionando, por conta de sua proximidade com o aeroporto de Congonhas. As aeronaves passam a cerca de 30 metros do ponto mais alto do prédio, por isso a prefeitura de São Paulo e o Ministério Público tentavam barrar o funcionamento. A família chegou a conseguir impedir a ordem de demolição do prédio, mas ele segue abandonado.

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